Terapia Marma, massagem & aromaterapia ayurvédicas.

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ESTE TEXTO É UM POUCO LONGO, MAS BEM NECESSÁRIO E INTERESSANTE ACERCA DE PREMISSAS BÁSICAS DE TRATAMENTO. BOA LEITURA! :)

O sistema de cura do Ayurveda combina muitas variedades de cura para o corpo, a mente e o prāna (energia vital). É abrangente e integral alcançando nossas raízes físicas, psicológicas e espirituais, nos ligando a uma consciência maior. As terapias dividem-se em métodos de tratamentos de doenças (aplicadas em um ambiente clínico com procedimentos que erradicam o desequilíbrio dos elementos) e métodos de manutenção da saúde (enriquecendo a prática do estilo de vida e rotina saudável – Dinacharya e Ritucharya).

São utilizados óleos, ervas, massagens e alguns instrumentos para estimular os marmas que são centros importantes de confluência de energia. Os marmas são constituídos de 107 pontos distribuídos em partes identificáveis de nossa anatomia e refletem processos fisiológicos e psicológicos-chave que ocorrem dentro do organismo.

Os objetivos das terapias aplicadas aos marmas visam acalmar a mente, as emoções e reduzir o estresse e, especialmente aos yogis e yoginis que queiram expandir a consciência em um nível interior, é essencial.

Alguns métodos de tratamenro são a massagem abhyanga, a aromaterapia, a técnica mardana ou de acupressão e o toque prânico ou terapêutico.

A massagem abhyanga utiliza diversas formas de pressão e movimento com as mãos. Ela se torna mais eficaz acompanhada de óleo densos como o de gergelim ou de ervas ayurvédicas ou/e brasileiras equivalentes medicadas de modo especial. É uma terapia feita basicamente com óleos. Pode-se usar também pós secos, eventualmente.

Na aromaterapia aplica-se óleos aromáticos como o sândalo ou a cânfora sobre os marmas, realizando ou não a massagem.

A Mardana consiste em uma aplicação de pressão em marmas específicos combinadas à massagem e aos aromas.

Por fim, o tratamento prânico ocorre quando o prāna é direcionado pelo toque terapêutico.

O interessante é que elas podem ser auto-aplicáveis ou podem ser realizadas em um ambiente terapêutico e podemos uní-las em uma única terapia.

As aplicações de pastas de ervas também podem ser colocadas, como as de sândalo, açafrão e gergelim sob os marmas com fins terapêuticos ou tomados internamente em forma de chás (decocções) ou comprimidos prescritos por um terapeuta ou médico ayurvédico.

 

            Conheça melhor cada parte desta terapia

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            A Massagem dos marmas com óleos

O toque terapêutico é o principal método no tratamento dos marmas. É o poder sensorial que corresponde ao elemento ar cósmico, este relacionado ao prāna ou à força cósmica da vida. O prāna do praticante afeta o marma, centro prânico de nossa energia vital que é facilmente e constantemente atingida. O prāna em um nivel mais profundo carrega a energia do amor e da consciência, o que ajuda o toque a curar a mente e o coração.

A abhyanga é o principal método de tratamento dos marmas, como já dito. Os óleos e ervas adicionados ajudam a aumentar a energia de cura em todas as regiões do corpo. Esta poderosa técnica de oleação (snehana) combina o poder do toque terapêutico com as propriedades medicinais dos óleos, ervas e aromas. A massagem do corpo abre a energia marma de maneira geral e torna marmas individuais mais acessíveis para serem tratados.

Outra abordagem utilizada pode ser somente regional, massageando a área do corpo em que o marma específico se encontra, para depois se tratar o marma de maneira mais localizada e eficaz.

Os diversos métodos possuem indicações específicas de acordo com as constituições (doshas), estações do ano, condições ambientais, doenças (vyadhi), desequilíbrios (vikruti).

Os marmas são áreas sensíveis e requerem que os toquem com cuidado, sempre. Para massagear use o polegar, que protege a força prânica da mão; ou eventualmente use os ossos dos dedos das mãos, pulso, palma ou calcanhar do pé em marmas maiores. A massagem tem duração de três a cinco minutos em cada marma. O movimento no sentido horário fortalece os marmas e órgãos internos, e o movimento anti-horário é utilizado com o objetivo de desintoxicar, reduzir o excesso de doshas ou o crescimento excessivo de tecidos.

A massagem exige o uso de óleos pesados como o gergelim (sésamo) ou de amêndoa. As qualidades emolientes e oleosas reduzem a fricção e suavizam a pele, tornando-se uma experiência agradável. Os óleos penetram nos marmas, aliviam tensões e dores e proporcionam nutrição para pele e músculos.

Esta terapia com óleos ou snehana usa os óleos para fortalecer o paciente ou remover toxinas, dependendo do óleo e quantidade aplicados.

  • Óleo de gergelim e amêndoa: natureza de aquecimento, geralmente usada para o Vata (predomínio de éter e ar), em grandes quantidades.
  • Leves e picantes: bons para o Kapha (predomínio da água e terra), como mostarda, girassol ou açafrão ou gergelim – em pequenas quantidades.
  • Natureza de resfriamento, melhores para Pitta: óleo de coco, ghee (manteiga clarificada) e óleo de girassol.

Obs.: vale ressaltar que em casos de ama (toxinas no aparelho digestivo evidenciadas na língua), resfriados, gripes ou febre e condições agudas, não deve ser realizad a abhyanga ou a quantidade de óleo deve ser mínima; pois eles suprimem o agni (fogo da digestão) e seguram as toxinas e agentes patogênicos no corpo.

Óleos e doshas:

            Vata: sésamo (gergelim), oliva, ghee e amêndoa.

Pitta: coco, girassol, açafrão e ghee.

Kapha: mostarda, açafrão, damasco, girassol e gergelim (pouco).

Óleos medicados especiais feitos na Índia são os chamados thailas (de tila = gergelim). Eles têm por base os óleos de coco ou gergelim, nos quais são misturadas ervas medicinais como sândalo, cânfora, aswagandha, bala, shatavari, brahmi, gotu kola (plantas indianas). No Brasil pode-se utilizar as plantas medicinais correspondentes, algumas como malva branca, arnica, mamona, açariçoba, calêndula, camomila, barbatimão, eucalipto, alecrim, erva-de-bicho, artemísia e tantas outras, levando-se em conta qual o objetivoque se queira do óleo: antiinflamatório, nervino, calmante, esfriante, relaxante, tonificante. As propriedades das ervas penetram no óleo e aumentam seu efeito. O modo de preparo simples indiano encontra-se no final da matéria, ha outros mais complexos. Os thailas são a melhor forma de tratar os marmas pois combinam óleos de massagem e ervas para uma ação sinérgica mais poderosa.

Pela aromaterapia, os óleos aromáticos têm efeitos potentes nos marmas, pois irradiam a influência para diferentes canais, órgãos e sistemas do corpo e da mente. Os aromas podem penetrar profundamente nos marmas e ajustar seu nível de energia e frequência. Eles reduzem os doshas em excesso e provoca as energias sutis de cura do prāna (vitalidade), tejas (radiação primária) e ojas (imunidade).

Esta é uma técnica fácil e rápida de trabalhar, feita separadamente ou como parte da massagem. Um óleo aromático pode ser aplicado antes da massagem com o intuito de abrir a energia do ponto, ou pode-se espalhá-lo após a massagem para vedar o local tratado.

O procedimento é rápido e instântaneo, bons para condições graves em que a pessoa não tem tempo para um tratamento mais longo. Pode-se usar óleos aromáticos (já prontos para aplicar) ou óleos essenciais (deve ser diluído em um óleo-base: já citados, ex: semente-de-uva). Alguns: os refrescantes como sândalo para aliviar dores, inflamações ou irritação local; outros para aquecer e estimular como a canela ou eucalipto e para o combate do frio e rigidez ou estimular a circulação; ou bálsamo para dores como o bálsamo-de-tigre vermelho (tiger balm – produto da medicina chinesa) que contém principalmente cânfora, mentol ou a gaultéria.

O ideal é massagear a região do marma de forma leve, levando em conta a orientação anterior acerca dos movimentos horário/anti-horário.

Os tipos de óleos aromáticos mais comuns são os picantes. São aquecedores e ótimos para reduzir Kapha e Vata. Os típicos são anis, manjericão, louro, cálamo, eucalipto, gengibre, hena, nos-moscada, pimenta, salva e tomilho. Os óleos de árvores coníferas em sua maioria, também o são: cedro, pinheiro, zimbro, pinho e abeto. Alguns óleos picantes são bons pra Pitta também como a cânfora, canela, cardamomo, cravo-da-índia, coentro, cominho, erva-doce, menta, agripalma, alecrim, açafrão, hortelã, açafrão-da-índia e gaultéria.

Outro tipo importante são os óleos ‘doces’, geralmente derivados de flores. Reduzem Pitta e Vata e podem aumentar Kapha. Úteis para complicações ginecológicas e agem como tônicos para o coração e sistema reprodutivo. Alguns: orquídeas, prímula-da-noite, frangipana, gardênia, madressilva, íris, jasmim, lírio, lótus, rosas e açafrão.

Alguns óleos naturais são sulfúreos em seu perfume sendo bons para o Vata e para estabilizar a consciência em condições de choque ou histeria. Alguns: alho, cebola, valeriana, jatamansi e assa-fétida (hing).

Várias combinações podem ser feitas entre ervas e óleos, aumentando seu poder e criando uma sinergia com as substâncias de cura. Fica ao seu critério.

A massagem ayurvédica é parte da terapia de desintoxicações e/ou redução (shodhana) usada para liberar toxinas nos ossos, juntas, músculos e pele e, também é parte das terapias de calor ou sudação (swedhana) com o objetivo de retirar as toxinas por meio do sangue e da pele. Mais comumente o snehana (oleação) e swedhana são usados em conjunto para a retirada do dosha por meio de métodos mais complexos terapêuticos como o panchakarma.

Deste modo, a massoterapia com óleos e aromaterapia sobre os pontos marmas são vistas como uma terapia especial ou localizada muito eficaz para problemas de dores de cabeça e sinusite, remover toxinas da região do prāna e a harmonizar seu movimento na mente e no sistema nervoso.

O uso de óleos densos como gergelim e amêndoas atuam tonificando o organismo (brimhana) e é indicado para condições de falta de peso corporal, baixo desenvolvimento de tecidos e Vata elevado. Deve ser complementado com aplicação de óleos em grande quantidade em marmas específicos e uma massagem no corpo todo. Gotas de óleo em várias regiões marma como no meio da testa (shirodhara) também pode ser útil. Enemas (bastis) com óleo de gergelim e infusão (chá) de erva-doce por exemplo são poderosos também por atuarem diretamente no local de agravação do dosha Vata (cólon).

Os condimentos e óleos aromáticos picantes fazem parte de outro tipo de terapia – a de redução (langhana) indicada para condições de excesso de peso, Kapha elevado e ama. É parte da terapia shamana que objetiva aumentar o poder digestivo (ou agni) para queimar toxinas. Ajuda na redução de peso, estimula a digestão e desintoxica ao utilizar os marmas adequados.

  1. Mardana (acupressão)

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É a aplicação de pressão sobre os marmas, especialmente os menores, onde a energia está concentrada em desequílibrio. A pressão é feita com os dedos médio e indicador, principalmente e é usada nos marmas da cabeça ou dos membros (braços e pernas). Ela é aplicada em pontos doloridos ou sensíveis (a menos que estejam feridos) até que a dor e a tensão sejam liberadas. Pode-se usar o polegar e os cotovelos em marmas maiores.

Método:

  • Encontre a região marma respectiva, aplique uma pressão constante e moderada, começando de forma lenta e gentil e aos poucos vá aumentando a força. Use um movimento circular no sentido horário para fortalecer/tonificar os órgãos e tecidos internos. E o sentido circular anti-horário para reduzir doshas ou tecidos em excesso.
  • Continue a aplicar a pressão por três a cinco minutos, até que diminua a dor. Massageie suavemente a área para dispersar qualquer tensão.

As mesmas orientações quanto ao óleo e aromas são indicadas aqui, salientando que os tipos Vata são beneficiados com óleos aromáticos de cálamo ou canela; Pitta os de sândalo ou cravo-da-índia e Kapha os estimulantes como a cânfora, a canela e o eucalipto. Pode-se utilizar a massagem completa conjuntamente à acupressão.

  1. A cura prânica (também chamada de Prana Chikitsa)

Consiste em nada menos do que usar seu próprio prāna sobre o ponto marma de quem recebe a terapia. Em zonas marmas maiores como o coração ou o umbigo a pessoa pode simplesmente colocar a palma das mãos acima do marma ou a alguns centímetros com o objetivo de trazer a energia prânica positiva e dispersar a energia prânica negativa, ou tocar o marma e transmitir pelo toque o prāna.

O melhor também é direcionar o prāna junto à sua respiração, projetando uma vitalidade positiva junto à sua inalação e retirando a energia negativa junto à sua exalação. Ela pode ser potencializada com o uso de mantras, métodos de pratyahara (um dos 8 ramos yoguicos), cores, pedras e, naturalmente, o fluxo positivo do prāna do terapeuta à pessoa.

            Como fazer um óleo medicado, de maneira simples:

Escolha as ervas medicinais com as quais quer medicar o óleo (pode ser mais de uma), escolha o óleo-base (pode ser de gergelim, coco, semente de uva, oliva, amêndoas, ambos de origem vegetal, orgânico se possível).

Faça uma decocção (ferver as plantas com água) na proporção de 1:16 partes de erva e água, respectivamente, reduzindo-a à quarta parte, ou seja, se ferver 1 litro de água e colocar o equivalente a 1/16 da planta in natura ou seca (se for seca, em maior quantidade), deixe a mistura reduzir até 250ml da decocção. Após coar, misture o mesmo volume de óleo ou ghee, fervendo até reduzir à metade, o qual irá evaporar toda a água. Assim você terá um óleo medicado feito em casa.

Para um maior e essencial conhecimento da localização, função, sintomas e tratamento de cada marma verifique o livro de Dr. Avinash Lele, Dr. David Frawley e Dr. Subhash Ranade: Ayurveda e a Terapia Marma: pontos de energia no tratamento por meio da ioga. (dica de livro).

 

Por: Pollyana Degan

Fontes: LELE, Avinash et al. Ayurveda e a Terapia Marma: pontos de energia no tratamento por meio da ioga. 2 ed. São Paulo: Madras, 2009, p. 63-95.

D’ÂNGELO, Edson; CÔrtes, Janner Rangel. Ayurveda: A Ciência da Longa Vida. São Paulo: Madras, 2008.

Tipos psicológicos na visão do Ayurveda – a Personalidade Vata

Cada um dos doshas (‘humores’) está relacionado a determinados chakras (vórtices de energia) que traz uma  conexão fundamental com o mundo que nos é sentido. Os cinco elementos que constituem os doshas invadem os 7 chakras, assim os primeiros cinco chakras estão relacionados aos cinco elementos – éter, ar, fogo, água e terra.

A terra (muladhara) e água (svadhisthana) – são os planos físicos da existência;

fogo (manipura) – é o plano mental e celestial;

ar (anahata) – é o plano da harmonia última e

espaço (vishuddha) com todos os outros elementos dissolvidos – é o plano do imanifesto.

Embora o ar ocupe fisiologicamente mais as partes baixas do corpo, psicoespiritualmente é regido pela região do coração, o anahata chakra e também influenciado pela região da garganta, vishuddha chakra. Já Kapha existe na parte alta do organismo, porém psicológica e espiritualmente é dominado pela região genital e base da espinha. O Pitta tem seu eixo no centro do corpo e fisiologicamente age com importância no intestino delgado e estômago, mas sua manifestação psicológica acontece no plexo solar e área umbilical. Pitta atua estrategicamente no centro do corpo, equilibrando as energias de Vata e Kapha.

Os tipos psicológicos na visão do Ayurveda podem ajudar a ter uma melhor compreensão de sua natureza e se harmonizar consigo mesmo, assim como entender as diferentes personalidades de quem o cerca.

A personalidade Vata

Swift as a deer, cold as ice. The coldness of the harsh winds against the variagated sands of the desert nights…

“Rápido como uma gazela, frio como o gelo; a frieza áspera do vento em contraste às variadas nuances das areias noturnas do deserto” – assim é a natureza de Vata, a força móvel do Universo – ar e éter, que permeia o universo sutil.

É o caráter de sobreposição sobre as noções materiais do viver diário. Eles sempre parecem estar no precipício do isolamento. Ao contrário da solidez do tipo terra, Vata apresenta uma natureza inconsistente e às vezes estranha. Muitas das inseguranças e preocupações inatas de Vata se destacam pela comparação com a aparência da resistência de Kapha e às atividades dramáticas de Pitta. Em comparação com os outros tipos, Vata parece ser a esquisitice se deslocando, mas as aparências apenas enganam..

Vata tem o grande potencial dentre os doshas de alcançar uma profunda vida espiritual. Este dosha é regido primariamente pelo corpo sutil e pela sua elevada existência etérea. O antílope preto, chamado Anahata, é o símbolo do chakra cardíaco e representa a inocência e a pureza do quarto chakra da pessoa. A lótus do quinto chakra, ou Vishuddha, é sustentada pelo translúcido elefante cinza chamado Gaja. Representando o mais antigo animal mamífero sobrevivente, ele carrega a história da terra, das eras e das plantas. Gaja representa o elemento espaço, o mais sutil deles; mesmo após o processo de manifestação – chamado grosseiramente de materialização – ele não passa por transformações (isto explica porque o éter – akash – é comparado à Brahman ou à Pura Consciência). Este chakra simboliza a obtenção do auto-conhecimento e a dissolução do ego em total consciência. Vishuddha representa assim a pureza do som cósmico.

Anahata e Gaja personificam a essência individual de Vata. O veado personifica o coração e a compassiva natureza reflexiva de uma pessoa expandida. Há uma inocência inata na consciência de uma personalidade Vata. Uma delicada, sensitiva e desperta natureza revela o gracioso componente Vata em qualquer um dos tipos. Uma pessoa evoluída a partir do quarto chakra tem um curto e negligente karma posto que esta energia regula o dharma. Há muitas dores emocionais e físicas relacionadas à esta semente inerente que contrapõe-se às ações certas e apropriadas. Quando Vata se desnorteia, as consequências são enormes e doloridas.

Cada chakra tem um mantra semente (ou bija) que é a memória do som que governa o poder manifestado de cada elemento. O som do Anahata é YAM, o m com som nasal. Este som contém a divindade a ser invocada durante a meditação em direção à este chakra. O som de Vishuddha é HAM, (o m nasal também).

Cada chakra tem uma deidade (força divina) que o preside. Do coração até o meio das sobrancelhas é a região do ar. O ar é hexagonal em sua forma e preto em sua cor. Conquistando a respiração ao longo da região do ar e segurando a sílaba “Ya” na mente, o tipo Vata deve meditar em Isvara, o omniciente, o Uno que possui faces de todos os lados e aquele que preside a deidade do Anahata chakra.

Anahata
Anahata

Do centro das sobrancelhas ao topo da cabeça é a região do espaço, sendo circular em sua forma e com a fumaça como cor. Crescendo a respiração ao longo da região do espaço e segurando a sílaba “Ha” na mente os tipos Vata devem meditar a partir de Sadashiva, o desintegrador do Universo e governante da deidade do chakra Vishuddha (garganta). Ele é puro cristal e se veste de uma crescente lua brilhante em sua cabeça. Possui cinco faces representando os panchakoshas (pancha = cinco, corpos) e os panchabhutas (cinco elementos). Ele possui três olhos representando as qualidades universais das gunas (aspectos da manifestação) de sattva, rajas e tamas (equilíbrio harmônico, necessária atividade e descanso; respectivamente). Ostenta dez mãos, simbolizando a autoridade absoluta e inicia todas as causas do universo. Sadashiva é adornado com jóias preciosas, evidenciando Seu grande esplendor, e as armas cósmicas com as quais ele destrói a ignorância. Os tipos Vata devem meditar Nele na forma de um bindu, uma lágrima, em forma cristal que inspira sabedoria e clareza.

Shakini, o poder (Shakti) de Sadashiva, tem uma pele cor-de-rosa e é adornada com um sári azul da cor do céu com um corpete verde esmeralda. Ela possui cinco cabeças como a omniciente Sadashiva, e se senta em uma lótus rosa. Suas quatro mãos seguram uma caveira, que simboliza a liberdade de espírito do mundo experimental da mente e do senso de percepção; o bastão de Gaja, o elefante símbolo do Vishuddha chakra que representa a subjugação da mente e o restabelecimento da humildade a partir do intelecto; as sagradas escrituras Védicas, que dissemina a sabedoria do Eu; e o mala (rosário), tido como a arte da meditação através da repetição de mantras.

Vata é elevado à altura desta deidade que o preside. Meditar acerca de Shakini Shakti permite à Vata acessar seu potencial natural das memórias e lembranças cognitivas, assim como seu instinto para o discernimento e sabedoria.

Pessoas Vata têm o presente luminoso de ser capaz de experienciar amor e sensualidade em um plano espiritual. Geralmente quando as pessoas Vata amadurecem, os prazeres físicos se esvaem, e um profundo amor cósmico que abraça toda a criação começa a florescer. Os tipos Vata devem permitir que sua natureza numinosa se revele no verdadeiro espírito sensual do universo. Este é o auge da mais completa e plena experiência sensitiva.

Os sábios deram elaborada explicações dos deuses e deusas, ou devatas. Isto foi feito para que possamos visualizar e invocar apropriadamente as energias necessárias para alcançar uma estado mental próprio e correto durante cada meditação.

As energias ascendentes de Anahata e Vishuddha representando o éter e o ar dão à Vata o alto potencial curativo e sacerdotal da espiritualidade. Anahata é o centro de energia de prana vata e Vishuddha é o centro de udana vata (subdoshas).

Vishuddha
Vishuddha

Pessoas do tipo Vata são as mais incompreendidas de todos os tipos. Eles normalmente contrastam com a robusta e dinâmica natureza de seus parceiros menos desenvolvidos e parecem se tornar limitados e deslocados. No mundo moderno nós funcionamos em um nível simplista de existência. Estamos profundamente arraigados em condutas julgadoras enquanto a necessária compreensão sobre a auto-reflexão e a consciência de nossos atos estão sendo reprimidas. Assim como antílope preto e o esfumacento elefante, a pessoa Vata é uma das mais antigas sobrevivente dos humanos, e de muitas maneiras ameaçada sobretudo por este mundo desorientado. O erro mais comum cometido por uma pessoa Vata é se arriscar a se fundir à rotina criada por Pitta e Kapha. Vata é análogo à mobilidade de si mesmo, o que varre a austeridade terrena onde Pitta e Kapha não os permitem ir.

Quando Vata se arrisca a se igualar ao nível dos tipos  água ou terra ou com as pessoas fogo, Vata irá inevitavelmente perder. As supostas normas devem ser evitadas pelo tipo Vata. Enquanto precisam se aterrar de tempos em tempos para satisfazer diariamente a família e obrigações profissionais, o seu princípio de base difere daqueles de natureza Pitta e Kapha. É primordial que Vata responda à esta inerente imobilidade com períodos de descanso de tempos em tempos.

Afortunadamente Vata sempre estará à frente do jogo da existência sem efetivamente forjar à frente. É inato na natureza de Vata ser compelido ao puro som cósmico de sua própria natureza. Anahata, o antílope, morre pelo puro som. Gaja, o elefante, é a energia do som representada pelo espaço. O mais vital isolamento para a estrutura austera de Vata é o som harmônico. É essencial para Vata se retirar à um espaço de profundo, puro e natural som após um dia chocante e dissonate de cacofonias. O mais curativo sádhana para este tipo são as saudáveis e contemplativas atividades que ressoam profundamente com a fina natureza vibratória de Vata. O chakra cardíaco, que é a ligação principal de Vata com o universo, é banhada e nutrida por um fino som. É muito difícil para eles viverem perto de um riacho, com o gorgear dos pássaros numa floresta sussurrando ou num ambiente com uma boa música; pois são mais capazes de se retratarem e se retirar em um lugar minúsculo de sons naturais próprios e silenciosos, se abster de seus sentidos, escutar o ronronare o dedilhar dos sons internos.

Como o vento, Vata pode estar confortável em qualquer lugar, exceto nos modos designados por Kapha e Pitta. Vata é como a força do vento varrendo o deserto à noite. A facilidade e destreza do vento com o vasto e atemporal espaço sem tempo é a canção de ninar natural de Vata.

Também é guiado por um elevado senso de tato, pois o ar governa este órgão na pele. Assim como os sons naturais lubrificam suas mentes áridas, o gentil toque macio dos tecidos naturais das roupas é essencial ao bem-estar físico deste dosha. É difícil para estes tipos investirem tempo em nutrirem o corpo. Ficar em banheiras quentes ou se submeter à massagens com óleos são os pensamentos mais distantes que passam pela mente de Vata por medo de que estas atividades roubem o tempo que eles precisam para se preocuparem, serem medrosos e estarem aborrecendo os outros com seus problemas. Entretanto, é imprescindível que os tipos Vata separem algum tempo diário para estas atividades nutritivas.

Estes divinos antílopes tendem a evitar serem abraçados, o que é muito necessário para se acalmarem de suas exageradas excentricidades e manter ameno o fogo de sua existência espiritual. Acarreta grande humildade para Vata aceitarem que precisam de um relacionamento do tipo melindroso de Kapha pastando na distância ou com o furioso e inflamável tipo Pitta.

Quando Vata reconhece sua verdadeira lei neste mundo multi facetado da existência, se torna fácil iniciarem um entrelaçamento emocional e físico com seus parceiros dinâmicos e potenciais. Para Vata a ponte para a auto-aceitação é mais longa e difícil de ser atravessada. Retomando seu potencial do Eu, fica mais fácil convidar seu Eu para evoluir. Quando a personalidade antílope decide fazer isso, o triste se torna engraçado e o engraçado se torna sublime. Não é que o mundo não aceite Vata. É somente que Vata não reconhece sua verdadeira habilidade e não concilia sua desajeitada aparência com sua sublime natureza.

Sexualidade –

Vata é regido primariamente por Vênus e Júpiter. O princípio feminino lunar de Vênus influencia o amor à arte, cultura e relações sociais. Vata tem uma sensualidade inata e aprecia as armas da beleza mais que qualquer outro tipo. Com Vata, relações íntimas são processadas e desenvolvidas em um longo cordão. Vata precisa ser cuidadoso para não estender demais esta corda, este processo indefinido ou permitir que se torne uma tarefa árdua e monótona. Há um tempo para se permitir deixar a corda correr livremente, e um tempo em que é necessário que se estabeleça compromisso.

Namoros puros e românticos são mais o estilo de Vata do que a moderna visão da sexualidade moderna. Valores tradicionais são importantes a este dosha, mesmo que eles não reconheçam de imediato este fato. O sexo em si não é importante e aqueles que são imprudentes o suficiente para desafiar este fato, normalmente acabam chegando a um estado devastador de impotência. Sensualidade serve mais para desencadear sua mente do que o seu reflexo natural do corpo. O Vata, homem ou mulher, que aparenta ser frígido pelas normas gerais é uma criatura de fantasias poéticas que floreia um deus ou deusa quando o parceiro certo chega. Para Vata é o processo do amor que é o amor e não os resultados do amor em uma relação sexual.

Os tipos Vata têm um senso inerente de dharma e é geralmente muito fiel e honrável a um relacionamento uma vez que o compromisso é feito. Vata pode se estender a longos períodos sem sexo, mas também pode ser um parceiro sexual bem completo e desempenhado.

É indispensável aos tipos Vata escolher os parceiros certos na vida. Os melhores parceiros são geralmente Kapha-Pitta, PItta-Kapha ou Kapha-Vata maduros que já dominaram seus crocodilos e tigres da paixão excessiva e da sexualidade.

Carreira –

Júpiter é conhecido como o planeta do guru – aquele professor que transmite a mais alta sabedoria do Eu, de Deus e do Universo. Um verdadeiro guru pode levar da ignorância à imortalidade. A austeridade de Vata é naturalmente ajustada a aspirar este raro chamado. Vata dão os melhores conselhos para os apuros humanos por eles trabalharem a compaixão com objetividade. Eles são professores naturais de educação esotérica, campeões do dharma social e usualmente são os melhores em fazer cumprirem as leis. Psicologicamente eles tendem a ser os mais maduros dos três tipos, e estão harmonizados ao papel natural de paternidade do universo.

Geralmente é muito difícil aos Vatas ser uma pessoa íntima na família, visto que sua visão e acuidade estão focadas geralmente e imparcialmente no bem de todos e sua função da família tende a ser mais ofuscada. O seu indiscriminado senso natural de justiça é muitas vezes ressentido pelos membros próximos da família e amigos, pois têm um conflito direto em conceder parcialidade no interior familiar. Possuem a habilidade natural para se tornarem um renunciante e viver uma vida monástica com grande felicidade.

Os tipos Vata que trabalharam e desenvolvem seus medos e vícios se tornam os melhores guias. Eles naturalmente convidam a aliviar as misérias dos outros. Os tipos Vata são professores naturais, filósofos, palestrantes, músicos, juízes, embaixadores internacionais, ministros, religiosos, monges, bancários, organizadores filantrópicos, líderes de união, conselheiros de pessoas com deficiência, abusadas, agredidas e adictas. Mesmo que os tipos Vata eles próprios não se tornem líderes dinâmicos na arena material, nenhuma liderança tem sucesso sem seu apoio. Eles são inigualáveis para providenciar o suporte certo por detrás das cenas. São literalmente o coração e a coragem de uma organização.

sutileza Vata
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Atividades diárias e estação –

Outono é a estação de Vata e é nele que suas grandes dificuldades surgem. É essencial que se prepare para uma tranquila e nutrida estação a cada ano. As horas do dia em que Vata é mais ativo é entre as 2 e 6h. Nas horas da manhã, ele está descansado e perde o sono, para isso precisa manter uma prática de pranayamas e relaxamento antes de dormir. É sensato ao Vata ir dormir cedo para garantir um sono relaxante antes que as horas perturbadas da manhã comecem. Se possível, este tipo deve tirar uma soneca pela tarde, entre às 14 e 16h pois neste período a energia se torna escassa e se dispersa. Se dormir não for possível, Vata deve manter uma leve agenda durante as horas da tarde e minimizar as atividades intensas.  Através das influências de Anahata e Vishuddha chakras, os tipo Vata dormem em média de 4 a 6 horas por noite, principalmente do lado esquerdo.

Se beneficiam com três refeições completas diariamente, começando com um café cedo às 7h, almoço às 12h, um lanche às 16h e um jantar às 18h. O horário ideal de Vata ir se deitar é por volta das 22h.

O sádhana mais importante para Vata é manter uma rotina consistente e regular, uma que permita algumas horas para reflexão, sonecas e nutrição da mente e do corpo. Vata não precisa de exercícios físicos intensos. Exercícios devem ser temperados com generosas doses de Yoga, asanas, do-in, t’ai chi, caminhadas suaves, quigong, nados despreocupados, mergulhos quentes em jacuzzis, corridas ocasionais e exercícios prazerosos.

Aparência –

Costumam se atrairpor estilos de roupa austeros e adaptados quando precisam do toque macio para confortar, com roupas que fluam levemente. Com seu corpo esguio, formas de antílopes ágeis, este tipo podem escolher se adornar com um amplo espectro de roupas e jóias. Vata precisa de roupas para isolamento e também para sua confiança. Não há ninguém mais elegante que uma pessoa Vata vestida com uma simples e requintada roupa e adornada com as jóias apropriadas. Isto providencia o propício complemento para o look seco, esguio e ávido de Vata. A maioria das modelos de moda exemplificam este estilo (embora nem todas tenham uma constituição Vata..). Se permitem aos babados e fantasias das roupas, mesmo que eles sejam os últimos a visualizarem eles mesmo com tanta frivolidade.

Enquanto todos os tipos têm simples e elegantes roupas feitas de fibras naturais e comuns; as cores, estilo e tipos de fibras e jóias mudam de acordo com o tipo de cada um. Com uma natureza rica em estética, Vata é o grande do mundo da moda. As gemas curativas e metais para este tipo são a ametista, safira, granada amarela, pedra da lua branca, opala amarela e vermelha, e metais como prata e ouro.

As quentes e calmantes cores dos tons vermelhos, laranjas, verdes e todas estas combinações inspiram confiança e a segurança que Vata precisa projetar.

Identificou alguém?

Fonte: Ayurveda, a life of balance. Tiwari, Maya.

o sabor de cada coisa.

O Ayurveda preza o alimento de uma forma única e integrada. Imagine a explosão de sabores em uma feira de rua.

Essência, seiva, prazer artístico, sentir-se vivo, uma nota musical, deleite, experiência,  entusiasmo, sumo, o sêmen.. ou Rasa – o SABOR!

Utilizado na fisiologia, mineralogia e farmacêutica ayurvédica para promover o efeito desejado da substância. Percebemos pela língua (JIHVA) o sabor de um medicamento, alimento ou erva, decodificado depois pelo SNC e Prana. Os sabores são formados pela permutação dos 5 elementos. A combinação particular determina a natureza e os efeitos nos doshas (vata, pitta e kapha), agni (fogo digestivo) , dhatus (tecidos) e malas (excretas). São percebidos como doce, salgado, ácido, adstringente, picante e/ou amargo, mas não se engane, um alimento pode ter mais de um sabor.

A dieta ideal de uma pessoa orienta-se por eles e cada um tem o predomínio de 2 elementos..exemplo – se uma pessoa tem uma natureza vata (ar e éter) deve preferir alimentos que possuam elementos complementares como fogo, água e terra. Ou seja, os sabores salgado (fogo + água), ácido (água + fogo) e doce (água + terra). E restringir os que contém fogo + ar (picante), ar + éter (amargo) e éter + terra (adstringente). Compliquei? Só no começo, não se preocupe com essas duplas, é só para o entendimento inicial da lógica existente nesta medicina.

Chilis aumentam pitta, que deve evitá-los.
Ajuda na digestão e na força do agni, bons pra kapha.

O DOCE tá nos açúcares, amido, carboidrato, aminoácido e gordura – enfim na maioria do que comemos. ex’s. banana, jaca, açúcar, mel, ghee, alcaçuz. Aumentam kapha por ter qualidades oleosas, pesadas e frias. Dá a sensação prazerosa de saciedade. Prefira mel, arroz envelhecido, mung dahl, cevada e trigo. Comendo demais (o que é fácil) gera preguiça, lassidão e lentidão mas normalmente traz vitalidade, tonicidade, contentamento & conforto – a vida deve ser doce o que diminui nossa irritação e ansiedade; e de quebra ainda tem efeitos laxativos e diuréticos.

AMLA – ácido dos ácidos orgânicos e frutas como tamarindo, manga verde, vinagre, iogurte e comida fermentada. Sendo quente, oleoso e penetrante, aumenta a salivação e o apetite, ótimo couvert. Apazigua vata e prejudica a saúde se consumido na forma de bebidas gaseificadas, conservas e ácido cítrico, conservante clássico. Acorda a mente e os sentidos mas o excesso envelhece e causa acidez mental com emoções críticas, ciúme e inveja tornando as pessoas azedas…Promete energia, promove a digestão, aumenta o agni e – por ser anticoagulante  – mantém o coração saudável. Um bom suco de laranja é uma dica, já que aqui não temos o amalaki, uma frutinha azeda indiana bem saudável e mil vezes rica em vitamina C.

O SALGADO ou lavana tem os mesmos elementos de pitta e kapha, portanto aumentam estes doshas (lei das semelhanças – Samanya). Intensificam o Gosto pela Vida, realça os sabores como nenhum outro. Uma vida sem sal não nos conecta, um relacionamento sem sal não vinga! Traz umidade, limpeza, amacia e é expectorante. A comida fica deliciosa, acalma os nervos e para a ansiedade. Porém em excesso desidrata, causa queimação interna, prejudica os sentidos viciando-os e perde-se a força dos dhatus. É presença nos sais minerais – prefira usar o sal do himalaya ou de rocha.

KATU – o picante é leve, secante e quente. Excita. Aumenta as secreções, vata e pitta. Seca a gordura e emagrece, dilata os canais (srotas), estimula os sentidos e promove o agni. Está nos óleos essenciais, fenóis e princípios voláteis do gengibre, manjericão, pimentas comuns, assa-fétida, cebola, alho e especiarias. Induz a extroversão, põe para fora, move, ativa a coragem, desperta o fogo. Mas também irrita e traz impaciência; além de diarréia, secura e exaustão. Podem exaurir o esperma e o óvulo trazendo debilidades sexuais quando demais – um antídoto: leite de amêndoas morno.

AMARGO ou Tikta é suave, penetrante, frio e leve. Alcalóides, glicosídeos, taninos como a uva, e plantas medicinais como neem, carqueja, triphala e dente-de-leão. Não é lá muito agradável, mas aumenta a capacidade de apreciar outras coisas porque afinal é preciso ter certo desconforto na vida também! Diminui o muco, pitta e kapha. Promove a pureza, constipação, purificação dos tecidos. Traz a insatisfação que estimula o desejo de mudança, trazendo força para a atividade! Porém, as pessoas podem se tornar amargas, frustradas e inseguras em seu abuso.

KASHAYA ou adstringente. Aqueles que amarram a boca como romã, banana verde, grão de bico, feijões verdes, açafrão, alfafa e alguns vegetais crus. É esfriante, pesado e secante. Ativa o catabolismo e vata. Contrai, cura, é constipante e antidiarréico, antiinflamatório e descongestionante. Psicologicamente te traz à terra, organiza. Mas em excesso pode trazer inseguranças, insônia, medo e rigidez.

o Rasa de um beija-flor.

You are what you eat. You think what you eat.

No fim, tudo o que absorvemos se transmuta em alimento mental – pensamentos e idéias, emoções e sentimentos. Escolha bem seu sustento! Aprecie seus melhores sabores com sabedoria e moderação e dê seu melhor Rasa ao corpo&mente.