descubra os óculos

Sendo este um blog sobre saúde por excelência e por excelência entende-se e precisa-se de artigos relacionados à mente, corpo e alma, aqui vai um texto sobre meditação, Vedanta e Ramana Maharṣi.

Para entender a meditação, primeiro há que se querer conhecer seu objetivo, há que se viver sua prática. O cerne da psicologia comportamental afirma que estamos condicionados, e sim, realmente estamos. Quase na maior parte de nossas vidas somos programados, re-programados e agimos e re-agimos às situações como autômatos. Muitas vezes sem aprender, sem desenvolver a consciência que nos é tão característica humanamente. Re-agir não é legal, automatismos só se for pra atividades corriqueiras como tomar banho!…Mas as mentes dos meios de comunicação, a mídia massante e cruel, sabe disso e diz exatamente como devemos proceder, o que usar e o que ser para quem agradar. Mas não precisa Ser assim… A antiga sabedoria sânscrita nos permite voar.


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O Vedanta, conhecimento contido no final dos Vedas, nas Upanishads, nos dá um vislumbre de nosso potencial ilimitado do Ser, algo que nunca imaginaríamos naturalmente. Primeiro, toda ação – karma – tem um resultado e esta ação é limitada pelo tempo e espaço, e portanto, seu resultado também o é. Nós podemos ter a ilusão de que controlamos nossos resultados das ações, mas não. Nós tendemos a achar que não iremos mais cair nesta rede, e com esse pensamento, caímos no fator de ilusão da ação. Para tanto se inicia um estudo de quem se é, do que se faz, porque e como se faz. E para quê?

Então como nos livramos desta limitação, a que estamos presos, a que o sistema nos acorrenta e que a mente nos ilude? Não faz nada. O Ser não deve ser produzido, ele deve ser REVELADO, aí está o grande pulo. Isto é Moksha – a liberação, onde não é no fazer da ação em que ela acontece, pois esta é limitada, é em seu conhecimento, porque só se pode ser educado para ser livre. .

Então, para se alcançar a liberação, o Ser livre de limitação, livre de desejos e aversões, tem que haver um ser já existente já LIVRE de limitação. Não é uma questão de fazer a ação e sim de conhecê-lo.  De se preparar a mente para a aquisição do conhecimento. Então qual a função da ação, não se faz nada? Diretamente ela não produz liberação, mas secundariamente capacita para o conhecimento, prepara a mente. E ela só pode ser preparada com a disciplina para a  contemplação, a apreciação, a meditação!


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O importante é ter uma atitude de atenção ao ponto cego da mente que condiciona e não entrar em seus jogos. Nossa mente é soMente um instrumento. O pensamento sou eu, mas eu não sou o pensamento, lembre-se disso, com a consciência.  “Busque a base de seu pensamento. É de lá que vem seu Eu. Este é o Eterno”, disse Ramana após dez anos calado, vendo a aflição de um discípulo. Os nossos apegos, os queros e não-queros, são nossos pontos cegos da mente, que não vê nada, é onde não há deliberação, e o melhor aí é escolher uma atitude dhármica – o que deve ser verdadeiramente feito. Este é sempre um bom caminho.

Master Ramana Maharsi.

Portanto a questão é SE revelar, o tema é um só – você já é o que está buscando. Assim como uma pessoa está à procura dos óculos e esqueceu-os na cabeça, e os procura por toda a parte, ignorando o que está logo acima, metáfora clássica do Vedanta Advaita. Já que você procura a vida toda algo que já está em ti mesmo, algo que já é, se joga onde já caiu.

Assim nosso ego – ahamkara – o eu fazedor, deve mudar seu foco para eu contribuinte e apreciador. É quando ele sai de cena e entra Iśwara, o Deus que se manifesta e pode ser apreciado, conhecido, contemplado. Quanto mais apreciamos Iswara, mais ahamkara sai de cena e entra como autor secundário. Mais se nos revela a beleza e ordem do mundo e assim você realiza a ação, mas qualquer que seja o resultado, ele é entregue à esta ordem cósmica. E é Ele que governa todo o universo, Ele é a razão por que simplesmente tudo acontece. Ele é este algo maior, e você pode chamá-Lo como quiser. Pai, Deus, Senhor, Alá, Jeová, Bro…e eu nesta ação aprecio, não controlo, só contribuo.

Com este sentimento de que o aham é secundário e o ator principal é outro, há uma sequência e naquele momento você está com o Todo. De maneira bem simples você pode fazer um altar e colocar velas, incensos, pedras, plantas e símbolos para este Todo. Isto basta para você. É só uma tentativa cósmica de estabelecer um contato íntimo com este Ser que não se conhecia antes, e se permitir dizer, entoar e querer conhecer sua verdadeira natureza. Que é a minha, que é a sua também.

Como uma onda desesperada chegando à beira da praia que pensa que será destruída, ela se integra novamente ao oceano todo e faz parte de algo muito maior que ela mesma nunca imaginou. Assim somos nós, cada alma, cada Jihva, que pertence à Brahma, o amor maior, a paz total, o estado de Sat-citt-ānanda, veracidade, consciência e bem-aventurança.

Om Tat Sat ॐ

Fonte: Glória Arieira e Upadeśaśaram de Ramana Maharṣi.

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das coisas que podemos amassar..

A palavra depressão pode também ser entendida assim: de-pressão: sem pressão. O fato de muitas pessoas não receberem carinho ou o toque a estão adoecendo, elas não mais compartilham sensações, emoções e acabam ficando deprimidas.

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A massagem traz de volta o contato com outra alma, que inspira e se faz confiante. Assim, podemos relaxar…e receber.

Dentre os tão citados benefícios temos a ajuda na longevidade e redução de peso, eliminação de toxinas, aumento da vitalidade, des-contração de emoções reprimidas, reabilitação de traumas, doenças neurológicas, neuroses mentais..e por aí vai. Imagem

Agende um atendimento comigo. (;

Pollyana – 11.9. 6163. 8910

Namastê!

veranear..

O verão é quente, penetrante..agora ainda mais. Tem as mesmas qualidades de Pitta (o dosha com predomínio de fogo e água, mais fogo), portanto a regra é Keep Cool e não o deixe subir!  Algum bem pode vingar com estas dicas de refresco – 

  • matutinamente, esfregar o corpo antes do banho com óleo de coco ou girassol  – são calmantes, esfriantes e amaciam a pele.
  • use roupas de algodão ou seda, que são leves, frescas e deixam a pele respirar. as melhores são as folgadas, que permitem o ar entrar e o corpo respirar.
  • melhores cores pra usar – branco, cinza, azul, roxo e verde. evite vermelho, laranja, amarelo escuro e preto; que absorvem e retêm calor.
  • leia o menu pra pitta (post), é a melhor alimentação pra temporada. Como maçãs, pêras, melão, melancia, vegetais cozidos como brócolis e aspargos, pepino, raita e arroz basmati com mung dal e coco. evite ácidos, picantes e carne vermelha em excesso.
  • evite as bebidas quentes. ideal são temperaturas naturais ou pouco frias. estupidamente gelada inibi a digestão e cria ama (intoxica).
  • uma bebida refrescante é o lassi. uma parte de iogurte + 4 partes de água, mexer até virar um creme + pitada de sementes de cominho torradas. ou pra um lassi doce: 2 col. sopa de açúcar mascavo ou mel e água de rosa. suco de lima com pó de cominho também refresca bem.
  • alcoolicamente, prefira a cervejinha mesmo, pois uísque, conhaque, rum e vinho tinto são quentes e não são definitivamente uma boa opção.
  • perdemos muita energia neste calor, então é totalmente benéfico uma leve soneca de dia.
  • fora, chapéus com abas largas e óculos!. dentro, ar-condicionado pelamor.summertime
  •  este Sol deve ser tomado com muito cuidado, respeitando horários e fatores de proteção, pode agravar muito pitta e trazer um câncer de pele.
  • corridinhas e exercícios extenuantes é preferível de manhã bem cedinho ou na parte mais fresca do dia.
  • yoga suaves e meditações tranqüilas duas vezes ao dia são bem-vindos. āsanas – saudação ao sol2, matsyāsana (peixe), ushtrāsana (camelo), navāsana (do barco), gomukhāsana (cara de vaca?) e tadāsana. os pitta-pittas evitem a parada de mão e a parada sobre a cabeça.
  • shitali praṇāyāma
  • colar de sândalo, jade, pérolas, pedra da lua, ametista, malaquita e prata. acessórios qu ajudam a esfriar.
  • no verão dá pra ir dormir mais tarde, até meia-noite. massageie a cabeça e os pés com óleo de coco antes de apagar. já sabe, esfria.
  • aromas de sândalo e jasmim também ajudam a esfriar.tumblr_l7gu3owbAn1qa9fjno1_500

Bons dias ensolarados! ॐ

fumaça fumaça..

Já foi elegante e charmoso, hoje já não é mais. E como se começa o vício de tragar? A vida pode estar tão sem vida, sem plenitude, difícil e incompleta. As relações mantidas já não traz prazer e alegria e o trabalho está estressante… insatisfação! Pra completar não dá pra lidar com toda essa pressão louca e situações adversas. Ai, para o mundo que eu quero descer? Nada disso. Para alguns isto é realidade e em certos momentos e aspectos realmente acontece assim conosco. Um bom alívio para isso está nos hobbies, esporte, lazer, doses de cultura, tempo com a família..mas há um descarrego em diversos vícios: tabaco, álcool, maconha, comida…Que em excesso, ou às vezes nem precisa de excessos, faz muito mal. Rapidamente este problema pode passar do nível psicológico à dependência química e assim se não há um certo nível da substância circulando pelo sangue, o cérebro viciado não funciona feliz sem a desejável química que não consta ali.

O tratamento ayurvédico depende de quão sério e há quanto tempo persiste o vício. Se for um hábito recente, é fácil parar, é só querer, realmente querer. Mas se é por exemplo um alcoolismo crônico, e este é um exemplo grande, de repente parar de uma vez se torna impossível, bem improvável; pois cria-se uma abstinência que é difícil de se lidar. Este é assunto pra outro post.

Mas frente ao tabaco há duas causas: dependência da nicotina e estresse. Em tempos de pressão e desequilíbrios emocionais, o fumante lança mão do cigarrete. Portanto: detoxificar-se com Panchakarmas e lidar com o stress é essencial. Reduzir a dose da substância gradativamente é uma solução; a menos que haja medicamentos fortes contra o vício, uma brecagem abrupta só trará conflito frente a uma síndrome de abstinência que traz mais frustração ao aflito.

Um pare. Dicas:

  • Cigarro de ervas: misture Brahmi (Bacopa moniere) + jatamansi (Nardostachys jatamansi) + pétalas de rosa (essa é a receita original – difícil de se obter); OU sálvia, camomila, hibiscus, hortelã. Precisa remover 1/3 do tabaco do finalzinho, onde se acende, e colocar este mix. Fume-o e quando sentir o tabaco, pare. Logo o desejo de fumar diminui.
  • Sobrecarregue-se. Pingue algumas gotas de brahmi ghee (em sites ayurvédicos se encontra) diretamente no cigarro. A fumaça que produz será tão forte que a vontade de tragar desaparecerá. Se tiver dificuldade em encontrar este óleo medicinal, me escreva.
  • Nasya: medicamentos nasais com brahmi ghee.
  • Chás herbais: prepare chás de camomila, maracujá, mulungu, valeriana e outras ervas ansiolíticas  e tome uma colher de chá desta mistura, bem devagar, gole por gole para aliviar o desejo.
  • Mastigue ao invés de fumar: quando pintar o desejo, mastigue frutas secas, como abacaxi com mel.
  • Exercise: vá para uma caminhada, nade, faça qualquer esporte, saia de casa e estimule-se de outra forma.
  • Meditando: para gerenciar suas tensões gaste alguma parte do seu dia com uma prática contemplativa, a que preferir. Quando o stress diminui, o desejo incômodo espontaneamente também se esvai.
  • āsanas de yoga: very helpful! A saudação ao Sol 2, sahalabhāsana, dhanurasāsana, halāsana, tadāsana e sarvangāsana.
  • Exercícios respiratórios: bhastrika prāṇāyāma e nādi śodhana (logo escrevo sobre este dois respiratórios). Para saber mais sobre eles vá em: http://www.yoga.pro.br e procure.

O importante é se sentir bem. É o que vem naturalmente. Se há essa vontade de parar, ótimo. Senão tudo bem pois tudo faz parte da ordem e as coisas acontecem em seu tempo certo!

Tudo de bom!

Namastē.

Abhyanga: abhy = amor, em sânscrito.

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É uma massagem, suave, rítmica, penetrante e deliciosa feita com óleos. Sua origem data do período védico -os Vedas são pura e rica literatura clássica religiosa e filosófica. E a massagem é a técnica mais antiga que se tem notícia para aliviar a dor da humanidade. Isso só pode ser muito bom!

O óleo mais comumente usado no Brasil é o de gergelim vegetal (thailam na Índia) que é quente e nutritivo. Nunca deve se usar o mineral, que não nutre e não penetra na pele e nos tecidos, ficando depositado ali e causando até toxina e mal. Pode-se acrescentar óleos medicados com ervas, como bala (Bacopa monniere), arnica (Arnica montana), manjistha (Rubia cordifolia), tudo depende de cada objetivo. Ou adicionar óleos essenciais como jasmim, rosa, sândalo, alecrim, gerânio, limão, o aroma que lhe apetece. Você também pode usar o ghee (prazer!) ou sarpi (manteiga clarificada, medicinal no Ayurveda) porém seu cheiro não é lá muito agradável.

Historicamente, Caraka Samhita (lê-se Charaka) bem conhecido de todo estudante de Ayurveda, mas nem sempre lido; nos fala que a (ou o, tanto faz) abhyanga deve ser feita diariamente como dinacharya ou rotina diária na vida de uma pessoa. Que os efeitos do óleo ajudam a prevenir o envelhecimento, pois hidratam a pele e todos os tecidos do corpo, sistêmicamente.
Foi feita uma pesquisa na Universidade de Ayurveda em Gujarat (Gujarat, Índia) e foi comprovado que em 4′ 16” o óleo é absorvido pelo organismo e está na raiz do osso. Ou seja, isso não é superficial!
Já uma outra fonte nos garante que ela é absorvida em apenas dois minutinhos. E que nutre todos os sete tecidos (sim, há sete tecidos para o ayurveda, os dhatus) em menos de 14 minutos. Contrária à ingestão de ervas que têm que passar pelo sistema gastrointestinal, mais lento.

Aliviando tecidos que incham, regenerando órgãos, estimulando os músculos, veias e artérias; fortalece o pulmão, aumenta a circulação e isso facilita a eliminação das excretas, os resíduos orgânicos. E como um bônus faz você se sentir confiante, jovem e renovado!

Esta técnica milenar impede que haja agravação de vata, um dos doshas. Vata (possui elementos éter e ar predominantes) quando está em excesso é responsável pela secura e rigidez, trazidas de uma pele e um sistema sem nutrição física. E como vata é predominante nos estímulos táteis localizados na pele, com a aplicação do óleo há o impedimento de sua invasão através dessa rota.

Da abhyanga entre suas dádivas estão a melhora da visão, nutrição do corpo, aumento do fogo digestivo ou agni, dá um gás para realizar exercícios físicos e traz um bom e relaxante sono além de deixar sua pele saudável e forte, assim ensinado pelo Prof. P.H. Kulkarni.

Ela deve ser feita especialmente na cabeça, pés e orelhas, pois isso evita dores de cabeça, quedas de cabelo ou embranquecimento; traz brilho facial, fortifica os órgãos e os ossos da cabeça. Isso soa estranho, fortificar os ossos da cabeça..mas imagine como nós nos enfraqueceríamos em nosso cotidiano tão louco se não tivermos o mínimo de cuidado conosco? Nos pés, que nos levam a todos os cantos freneticamente, ela diminui a rigidez, a dureza, as rachaduras e o entupimento das veias e até ajuda nas dores ciáticas (Gridhrasi) tendo também, sem duvidar, um efeito afrodisíaco!

O Asthanga Hridayam, outro dos grandes textos, sugere que seja aplicada para prevenir e curar as doenças. De maneira sucinta, cria um balanço eletroquímico; o óleo friccionado repetidamente previne a desidratação e fortifica os nervos; além de ajudar a harmonizar o campo eletromagnético (se você não acredita, tudo bem, mas ele está lá!); estimula a produção de anticorpos e com isto fortalece o sistema imune, pois friccionando as articulações em um movimento circular, a circulação sanguínea é aumentada e ajuda a secretar fluidos dos nódulos linfáticos. Isso aumenta a quantidade de proteínas, glucose, oxigênio e anticorpos envolvidos com o sistema linfático e a circulação do sangue. Ponto para nossa defesa!

Chamada também de snehana, consistindo em uma preparação para os Panchakarmas (terapias e tratamentos de desintoxicação e purificatórias) ou o próprio tratamento em certas enfermidades, como desordens do sistema nervoso, pessoas fracas, debilitadas, secas e idosas.

Ela é feita antes da swedana, uma técnica de aplicação de substâncias quentes; como calor, vapor e que causem suor; como por exemplo a boa sauna. A melhor é a vapor, não a seca. E se possível, não é adequado esquentar a cabeça, a sede de pitta (outro dosha, constituintes elementais fogo e água). Se não houver sauna, um banho quentinho é benéfico e suficiente também. O calor e a água ajudam na absorção do óleo e na liquefação das toxinas, está bem óbvio que esta massagem ajuda na detoxificação do organismo.
Tudo o que comemos, inalamos e absorvemos de nosso meio ambiente, de forma mental ou física, interna e externa, se não for bem digerido vira toxina biológica, que chamamos aqui de ama. Ela deve ser expelida, posta para fora de nosso sistema, pois entope os canais sutis e os tecidos, causando fraqueza, fadiga, sobrepeso e agrava todos os doshas e dhatus, enfim um estado subclínico de toxemia. Aí é que entra a divina abhyanga para ajudar nesta tarefa de drenar e limpar as impurezas internas, com a ajuda da linfa, que carrega os nutrientes; e do sistema circulatório e digestório que digerem e purificam o corpo.

Por ter que ser metabolizado pelo organismo e muitas vezes as pessoas não conseguem digerir esse óleo todo, quem sofre de agravação de kapha (enfim, o último dosha com seus elementos principais água e terra) como as obesas, ou que sofrem de indigestão, que acabaram de realizar panchakarmas, que tomaram purgativos ou estão com febre devem evitar receber a oleação.

abhyanga: oleação
abhyanga: oleação

Um aspecto bem importante e vital é o sentido da massagem. Sempre no dos pêlos corporais, em anuloma, sentido natural. Nunca deve ser realizada no sentido contrário, pois isso agrava vata.

Para finalizar um breve comentário dos marmas. O que são? Marmas são os pontos vitais do corpo onde as estruturas pulsam e a dor existe. São junções de prana (energia) por Susruta (autor médico de um compendio cirúrgico clássico), e os movimentos e manobras da abhyanga são baseados nesta sabedoria, que chegaram à nós pelo Atharva Veda (um dos 4 ramos dos Vedas). Uma dica é não apertar os marmas, eles devem ser massageados suavemente. Há 107 principais que relacionam aos pontos de encontro dos princípios orgânicos: músculos, vasos, ligamentos, ossos e articulações. Pontos onde prana está concentrada! A massagem atua nos marmas permitindo o equilíbrio do fluxo da energia vital.

om.