uma simples purificação caseira

7808097cf86ae8b795e16eecbedb14b1Já realizei algumas purificações do corpo que se refletiram de forma magnífica na minha mente. É uma prática muito saudável e tida como rotina anual, com pessoas que a realizam até duas vezes ao ano e outras que seguem prescrições de terapeutas e médicos de ayurveda a cada outono como prevenção ou por algum desequilíbrio ou doença específica. De qualquer forma, o objetivo deste texto é introduzir uma breve noção e possíveis benefícios que podem fazer imediatamente para sua saúde.

Nos versos iniciais que cantamos para abrir os estudos dos Yogasūtras, há um trecho que diz: yogena cittasya padena vācāṁ malaṁ śarīrasya ca vaidyakena… Aqui é colocada pelos mestres a intenção de se eliminar as impurezas da mente através do yoga, as impurezas da fala pelo canto e mantras e as impurezas do corpo através da medicina do ayurveda. Quando descobrimos através da experiência vivida e praticada o quão benéfico pode ser fazermos uma desintoxicação no organismo, ela se torna um presente e um conhecimento a se prezar e espalhar, como uma grande ferramenta que podemos usar para viver mais e melhor. Desta forma, o panchakarma (pancha: cinco; karma: ações) se revela uma sábia prescrição feita pelos acharyas (professores) e médicos (vaidyas) da medicina tradicional indiana desde sempre presente na humanidade.

Como uma medida para se purificar e limpar o organismo das toxinas físicas e mentais (ama) a primeira medida presente nas preparações dos pancakarmas, mais precisamente presente no chamado poorvakarma, consiste em adquirirmos uma dieta mais leve e seca que garanta que nosso corpo deixe de produzir toxinas, consideradas alimentos não digeridos pelo organismo e que bloqueiam os canais de ar e alimento, basicamente. Elas se acumulam no corpo e também na mente seja por serem incompatíveis com seu biotipo (dośa) ou por outros motivos como uma má digestão intrínseca (agni) e ineficiente ou hábitos não saudáveis relacionados ao horários, quantidade, tipo e qualidade. No âmbito mental, as toxinas se tornam mentais e interferem nas nossa saúde emocional, podendo causar maior tensão.

De um jeito simples, escolha um período de 7 a 10 dias para sentir seu corpo livre de alguns alimentos que podem não ser tão bons para você. Esta dieta é para ser feita somente por um determinado período. O ideal é consumir alimentos sátvicos que são os frescos, integrais, orgânicos e cheios de prāṇā (energia vital, não presente por exemplo em alimentos congelados, industrializados, requentados…). Tente você mesmo cozinhá-los e preparar as refeições com tempo, só é preciso um pouco de organização e disciplina. Vamos lá?

Esta dieta chamada de antiama, ou antitoxina, é completa e possui as proteínas, vitaminas, carboidratos e os nutrientes necessários, mesmo se não estiver acostumado a não comer carne. Ela pacifica todos os dośas. O ideal é utilizar os legumes e verduras orgânicos, as frutas não são indicadas. Ela restringe qualquer espécie de alimento de origem animal, somente o mel é permitido, ou seja ovos, carne e leite não são indicados; verduras e legumes ácidos demais e fermentativos (como batata, tomate, berinjela, rabanete, espinafre, couve-flor, repolho e pimentões) não serão utilizados; estimulantes como álcool, café, chá preto e cigarro também não; não utilize cebola, nem alho; nenhum laticínio, nem alimentos processados, como o açúcar ou nada nada cru, como as saladas. Os feijões permitidos são o mung (moyashi), azuki e lentilhas.

Lembre-se esta dieta é por tempo limitado; ela promove uma maior leveza do organismo e diminui o excesso de kapha (peso, lassidão, preguiça) que pode se agravar no inverno; assim como promove clareza mental, disposição e entusiasmo ao removermos um peso que carregamos inutilmente. Ama (toxina) é uma substância pegajosa, fria, úmida e grosseira que existe realmente no organismo que age agravando os dośas e causando possíveis doenças. Se manifesta através do cansaço, entorpecimento mental, excesso de peso, dores diversas, falta de energia etc.

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Café da manhã: ideal até 9h30.

Um chá de gengibre c/uma erva digestiva (ferver água com gengibre ralado por uns 10 min., apagar o fogo e colocar a erva digestiva, tampar e esperar uns 5 min.) e 1 ou 2 fatias de pão integral torrado com mel. Ervas digestivas: erva-doce, hortelã, erva-cidreira, camomila, manjericão entre outras.

Almoço: entre 12 -14 hs.

Kitchari, você já deve ter ouvido falar; é um arroz bem cozido (integral ou branco, se a digestão estiver muito lenta, privilegie o branco) com uma leguminosa – feijão verde (moyashi ou mung dhal), feijão azuki, lentilhas verdes; e verduras e legumes cozidos e refogados no azeite de oliva, temperados com massala. Refeição completa e integral que te satisfaz. Não tem quantidade restrita, somente sua fome a ser saciada.

A Masala é uma mistura de especiarias tais como: cominho, coentro (pode ser fresco), gengibre em pó, açafrão da terra (cúrcuma), uma pitada de pimenta do reino, noz-moscada, etc.

Vegetais: podem todos, exceto os já citados anteriormente. Sugestões: bardana, inhame, cará, agrião, rúcula, acelga, escarola, beterraba, mandioquinha, catalonha, almeirão, quiabo, cenoura, vagem, abobrinha, cabotia…

Lanche: entre 16 -17 hs.

Um chá digestivo com pão integral torrado com mel.

Jantar: ideal jantar até às 20 hs

Sopa de legumes, um caldo ou um creme. Sugestão: mandioquinha com vagem e cenoura; inhame com agrião; cabotia com gengibre; cará com abobrinhas.

Pode-se usar sal marinho (não o comum) mas não exagerar na quantidade. Ghee é super bem-vindo para refogar os legumes, mas não exagere também.

Seja seu próprio curador. Faça essa simples purificação alimentar em sua casa, preferencialmente entre a junção de duas estações. Tome a responsabilidade pela sua própria saúde, você poderá experimentar uma grande mudança nos pensamentos e nos seus sentimentos, e se apaixonar pela sua vida e pelo que é.

<3 boas escolhas, bon apetit, bons pensamentos.

Oṁ namo śri bhagavate Dhanvantarie namaḥ.

 Gostou de ficar sem carne? quer entender melhor o vegetarianismo sem julgamentos?

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Terapia Marma, massagem & aromaterapia ayurvédicas.

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ESTE TEXTO É UM POUCO LONGO, MAS BEM NECESSÁRIO E INTERESSANTE ACERCA DE PREMISSAS BÁSICAS DE TRATAMENTO. BOA LEITURA! :)

O sistema de cura do Ayurveda combina muitas variedades de cura para o corpo, a mente e o prāna (energia vital). É abrangente e integral alcançando nossas raízes físicas, psicológicas e espirituais, nos ligando a uma consciência maior. As terapias dividem-se em métodos de tratamentos de doenças (aplicadas em um ambiente clínico com procedimentos que erradicam o desequilíbrio dos elementos) e métodos de manutenção da saúde (enriquecendo a prática do estilo de vida e rotina saudável – Dinacharya e Ritucharya).

São utilizados óleos, ervas, massagens e alguns instrumentos para estimular os marmas que são centros importantes de confluência de energia. Os marmas são constituídos de 107 pontos distribuídos em partes identificáveis de nossa anatomia e refletem processos fisiológicos e psicológicos-chave que ocorrem dentro do organismo.

Os objetivos das terapias aplicadas aos marmas visam acalmar a mente, as emoções e reduzir o estresse e, especialmente aos yogis e yoginis que queiram expandir a consciência em um nível interior, é essencial.

Alguns métodos de tratamenro são a massagem abhyanga, a aromaterapia, a técnica mardana ou de acupressão e o toque prânico ou terapêutico.

A massagem abhyanga utiliza diversas formas de pressão e movimento com as mãos. Ela se torna mais eficaz acompanhada de óleo densos como o de gergelim ou de ervas ayurvédicas ou/e brasileiras equivalentes medicadas de modo especial. É uma terapia feita basicamente com óleos. Pode-se usar também pós secos, eventualmente.

Na aromaterapia aplica-se óleos aromáticos como o sândalo ou a cânfora sobre os marmas, realizando ou não a massagem.

A Mardana consiste em uma aplicação de pressão em marmas específicos combinadas à massagem e aos aromas.

Por fim, o tratamento prânico ocorre quando o prāna é direcionado pelo toque terapêutico.

O interessante é que elas podem ser auto-aplicáveis ou podem ser realizadas em um ambiente terapêutico e podemos uní-las em uma única terapia.

As aplicações de pastas de ervas também podem ser colocadas, como as de sândalo, açafrão e gergelim sob os marmas com fins terapêuticos ou tomados internamente em forma de chás (decocções) ou comprimidos prescritos por um terapeuta ou médico ayurvédico.

 

            Conheça melhor cada parte desta terapia

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            A Massagem dos marmas com óleos

O toque terapêutico é o principal método no tratamento dos marmas. É o poder sensorial que corresponde ao elemento ar cósmico, este relacionado ao prāna ou à força cósmica da vida. O prāna do praticante afeta o marma, centro prânico de nossa energia vital que é facilmente e constantemente atingida. O prāna em um nivel mais profundo carrega a energia do amor e da consciência, o que ajuda o toque a curar a mente e o coração.

A abhyanga é o principal método de tratamento dos marmas, como já dito. Os óleos e ervas adicionados ajudam a aumentar a energia de cura em todas as regiões do corpo. Esta poderosa técnica de oleação (snehana) combina o poder do toque terapêutico com as propriedades medicinais dos óleos, ervas e aromas. A massagem do corpo abre a energia marma de maneira geral e torna marmas individuais mais acessíveis para serem tratados.

Outra abordagem utilizada pode ser somente regional, massageando a área do corpo em que o marma específico se encontra, para depois se tratar o marma de maneira mais localizada e eficaz.

Os diversos métodos possuem indicações específicas de acordo com as constituições (doshas), estações do ano, condições ambientais, doenças (vyadhi), desequilíbrios (vikruti).

Os marmas são áreas sensíveis e requerem que os toquem com cuidado, sempre. Para massagear use o polegar, que protege a força prânica da mão; ou eventualmente use os ossos dos dedos das mãos, pulso, palma ou calcanhar do pé em marmas maiores. A massagem tem duração de três a cinco minutos em cada marma. O movimento no sentido horário fortalece os marmas e órgãos internos, e o movimento anti-horário é utilizado com o objetivo de desintoxicar, reduzir o excesso de doshas ou o crescimento excessivo de tecidos.

A massagem exige o uso de óleos pesados como o gergelim (sésamo) ou de amêndoa. As qualidades emolientes e oleosas reduzem a fricção e suavizam a pele, tornando-se uma experiência agradável. Os óleos penetram nos marmas, aliviam tensões e dores e proporcionam nutrição para pele e músculos.

Esta terapia com óleos ou snehana usa os óleos para fortalecer o paciente ou remover toxinas, dependendo do óleo e quantidade aplicados.

  • Óleo de gergelim e amêndoa: natureza de aquecimento, geralmente usada para o Vata (predomínio de éter e ar), em grandes quantidades.
  • Leves e picantes: bons para o Kapha (predomínio da água e terra), como mostarda, girassol ou açafrão ou gergelim – em pequenas quantidades.
  • Natureza de resfriamento, melhores para Pitta: óleo de coco, ghee (manteiga clarificada) e óleo de girassol.

Obs.: vale ressaltar que em casos de ama (toxinas no aparelho digestivo evidenciadas na língua), resfriados, gripes ou febre e condições agudas, não deve ser realizad a abhyanga ou a quantidade de óleo deve ser mínima; pois eles suprimem o agni (fogo da digestão) e seguram as toxinas e agentes patogênicos no corpo.

Óleos e doshas:

            Vata: sésamo (gergelim), oliva, ghee e amêndoa.

Pitta: coco, girassol, açafrão e ghee.

Kapha: mostarda, açafrão, damasco, girassol e gergelim (pouco).

Óleos medicados especiais feitos na Índia são os chamados thailas (de tila = gergelim). Eles têm por base os óleos de coco ou gergelim, nos quais são misturadas ervas medicinais como sândalo, cânfora, aswagandha, bala, shatavari, brahmi, gotu kola (plantas indianas). No Brasil pode-se utilizar as plantas medicinais correspondentes, algumas como malva branca, arnica, mamona, açariçoba, calêndula, camomila, barbatimão, eucalipto, alecrim, erva-de-bicho, artemísia e tantas outras, levando-se em conta qual o objetivoque se queira do óleo: antiinflamatório, nervino, calmante, esfriante, relaxante, tonificante. As propriedades das ervas penetram no óleo e aumentam seu efeito. O modo de preparo simples indiano encontra-se no final da matéria, ha outros mais complexos. Os thailas são a melhor forma de tratar os marmas pois combinam óleos de massagem e ervas para uma ação sinérgica mais poderosa.

Pela aromaterapia, os óleos aromáticos têm efeitos potentes nos marmas, pois irradiam a influência para diferentes canais, órgãos e sistemas do corpo e da mente. Os aromas podem penetrar profundamente nos marmas e ajustar seu nível de energia e frequência. Eles reduzem os doshas em excesso e provoca as energias sutis de cura do prāna (vitalidade), tejas (radiação primária) e ojas (imunidade).

Esta é uma técnica fácil e rápida de trabalhar, feita separadamente ou como parte da massagem. Um óleo aromático pode ser aplicado antes da massagem com o intuito de abrir a energia do ponto, ou pode-se espalhá-lo após a massagem para vedar o local tratado.

O procedimento é rápido e instântaneo, bons para condições graves em que a pessoa não tem tempo para um tratamento mais longo. Pode-se usar óleos aromáticos (já prontos para aplicar) ou óleos essenciais (deve ser diluído em um óleo-base: já citados, ex: semente-de-uva). Alguns: os refrescantes como sândalo para aliviar dores, inflamações ou irritação local; outros para aquecer e estimular como a canela ou eucalipto e para o combate do frio e rigidez ou estimular a circulação; ou bálsamo para dores como o bálsamo-de-tigre vermelho (tiger balm – produto da medicina chinesa) que contém principalmente cânfora, mentol ou a gaultéria.

O ideal é massagear a região do marma de forma leve, levando em conta a orientação anterior acerca dos movimentos horário/anti-horário.

Os tipos de óleos aromáticos mais comuns são os picantes. São aquecedores e ótimos para reduzir Kapha e Vata. Os típicos são anis, manjericão, louro, cálamo, eucalipto, gengibre, hena, nos-moscada, pimenta, salva e tomilho. Os óleos de árvores coníferas em sua maioria, também o são: cedro, pinheiro, zimbro, pinho e abeto. Alguns óleos picantes são bons pra Pitta também como a cânfora, canela, cardamomo, cravo-da-índia, coentro, cominho, erva-doce, menta, agripalma, alecrim, açafrão, hortelã, açafrão-da-índia e gaultéria.

Outro tipo importante são os óleos ‘doces’, geralmente derivados de flores. Reduzem Pitta e Vata e podem aumentar Kapha. Úteis para complicações ginecológicas e agem como tônicos para o coração e sistema reprodutivo. Alguns: orquídeas, prímula-da-noite, frangipana, gardênia, madressilva, íris, jasmim, lírio, lótus, rosas e açafrão.

Alguns óleos naturais são sulfúreos em seu perfume sendo bons para o Vata e para estabilizar a consciência em condições de choque ou histeria. Alguns: alho, cebola, valeriana, jatamansi e assa-fétida (hing).

Várias combinações podem ser feitas entre ervas e óleos, aumentando seu poder e criando uma sinergia com as substâncias de cura. Fica ao seu critério.

A massagem ayurvédica é parte da terapia de desintoxicações e/ou redução (shodhana) usada para liberar toxinas nos ossos, juntas, músculos e pele e, também é parte das terapias de calor ou sudação (swedhana) com o objetivo de retirar as toxinas por meio do sangue e da pele. Mais comumente o snehana (oleação) e swedhana são usados em conjunto para a retirada do dosha por meio de métodos mais complexos terapêuticos como o panchakarma.

Deste modo, a massoterapia com óleos e aromaterapia sobre os pontos marmas são vistas como uma terapia especial ou localizada muito eficaz para problemas de dores de cabeça e sinusite, remover toxinas da região do prāna e a harmonizar seu movimento na mente e no sistema nervoso.

O uso de óleos densos como gergelim e amêndoas atuam tonificando o organismo (brimhana) e é indicado para condições de falta de peso corporal, baixo desenvolvimento de tecidos e Vata elevado. Deve ser complementado com aplicação de óleos em grande quantidade em marmas específicos e uma massagem no corpo todo. Gotas de óleo em várias regiões marma como no meio da testa (shirodhara) também pode ser útil. Enemas (bastis) com óleo de gergelim e infusão (chá) de erva-doce por exemplo são poderosos também por atuarem diretamente no local de agravação do dosha Vata (cólon).

Os condimentos e óleos aromáticos picantes fazem parte de outro tipo de terapia – a de redução (langhana) indicada para condições de excesso de peso, Kapha elevado e ama. É parte da terapia shamana que objetiva aumentar o poder digestivo (ou agni) para queimar toxinas. Ajuda na redução de peso, estimula a digestão e desintoxica ao utilizar os marmas adequados.

  1. Mardana (acupressão)

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É a aplicação de pressão sobre os marmas, especialmente os menores, onde a energia está concentrada em desequílibrio. A pressão é feita com os dedos médio e indicador, principalmente e é usada nos marmas da cabeça ou dos membros (braços e pernas). Ela é aplicada em pontos doloridos ou sensíveis (a menos que estejam feridos) até que a dor e a tensão sejam liberadas. Pode-se usar o polegar e os cotovelos em marmas maiores.

Método:

  • Encontre a região marma respectiva, aplique uma pressão constante e moderada, começando de forma lenta e gentil e aos poucos vá aumentando a força. Use um movimento circular no sentido horário para fortalecer/tonificar os órgãos e tecidos internos. E o sentido circular anti-horário para reduzir doshas ou tecidos em excesso.
  • Continue a aplicar a pressão por três a cinco minutos, até que diminua a dor. Massageie suavemente a área para dispersar qualquer tensão.

As mesmas orientações quanto ao óleo e aromas são indicadas aqui, salientando que os tipos Vata são beneficiados com óleos aromáticos de cálamo ou canela; Pitta os de sândalo ou cravo-da-índia e Kapha os estimulantes como a cânfora, a canela e o eucalipto. Pode-se utilizar a massagem completa conjuntamente à acupressão.

  1. A cura prânica (também chamada de Prana Chikitsa)

Consiste em nada menos do que usar seu próprio prāna sobre o ponto marma de quem recebe a terapia. Em zonas marmas maiores como o coração ou o umbigo a pessoa pode simplesmente colocar a palma das mãos acima do marma ou a alguns centímetros com o objetivo de trazer a energia prânica positiva e dispersar a energia prânica negativa, ou tocar o marma e transmitir pelo toque o prāna.

O melhor também é direcionar o prāna junto à sua respiração, projetando uma vitalidade positiva junto à sua inalação e retirando a energia negativa junto à sua exalação. Ela pode ser potencializada com o uso de mantras, métodos de pratyahara (um dos 8 ramos yoguicos), cores, pedras e, naturalmente, o fluxo positivo do prāna do terapeuta à pessoa.

            Como fazer um óleo medicado, de maneira simples:

Escolha as ervas medicinais com as quais quer medicar o óleo (pode ser mais de uma), escolha o óleo-base (pode ser de gergelim, coco, semente de uva, oliva, amêndoas, ambos de origem vegetal, orgânico se possível).

Faça uma decocção (ferver as plantas com água) na proporção de 1:16 partes de erva e água, respectivamente, reduzindo-a à quarta parte, ou seja, se ferver 1 litro de água e colocar o equivalente a 1/16 da planta in natura ou seca (se for seca, em maior quantidade), deixe a mistura reduzir até 250ml da decocção. Após coar, misture o mesmo volume de óleo ou ghee, fervendo até reduzir à metade, o qual irá evaporar toda a água. Assim você terá um óleo medicado feito em casa.

Para um maior e essencial conhecimento da localização, função, sintomas e tratamento de cada marma verifique o livro de Dr. Avinash Lele, Dr. David Frawley e Dr. Subhash Ranade: Ayurveda e a Terapia Marma: pontos de energia no tratamento por meio da ioga. (dica de livro).

 

Por: Pollyana Degan

Fontes: LELE, Avinash et al. Ayurveda e a Terapia Marma: pontos de energia no tratamento por meio da ioga. 2 ed. São Paulo: Madras, 2009, p. 63-95.

D’ÂNGELO, Edson; CÔrtes, Janner Rangel. Ayurveda: A Ciência da Longa Vida. São Paulo: Madras, 2008.

Tipos psicológicos na visão do Ayurveda – a Personalidade Vata

Cada um dos doshas (‘humores’) está relacionado a determinados chakras (vórtices de energia) que traz uma  conexão fundamental com o mundo que nos é sentido. Os cinco elementos que constituem os doshas invadem os 7 chakras, assim os primeiros cinco chakras estão relacionados aos cinco elementos – éter, ar, fogo, água e terra.

A terra (muladhara) e água (svadhisthana) – são os planos físicos da existência;

fogo (manipura) – é o plano mental e celestial;

ar (anahata) – é o plano da harmonia última e

espaço (vishuddha) com todos os outros elementos dissolvidos – é o plano do imanifesto.

Embora o ar ocupe fisiologicamente mais as partes baixas do corpo, psicoespiritualmente é regido pela região do coração, o anahata chakra e também influenciado pela região da garganta, vishuddha chakra. Já Kapha existe na parte alta do organismo, porém psicológica e espiritualmente é dominado pela região genital e base da espinha. O Pitta tem seu eixo no centro do corpo e fisiologicamente age com importância no intestino delgado e estômago, mas sua manifestação psicológica acontece no plexo solar e área umbilical. Pitta atua estrategicamente no centro do corpo, equilibrando as energias de Vata e Kapha.

Os tipos psicológicos na visão do Ayurveda podem ajudar a ter uma melhor compreensão de sua natureza e se harmonizar consigo mesmo, assim como entender as diferentes personalidades de quem o cerca.

A personalidade Vata

Swift as a deer, cold as ice. The coldness of the harsh winds against the variagated sands of the desert nights…

“Rápido como uma gazela, frio como o gelo; a frieza áspera do vento em contraste às variadas nuances das areias noturnas do deserto” – assim é a natureza de Vata, a força móvel do Universo – ar e éter, que permeia o universo sutil.

É o caráter de sobreposição sobre as noções materiais do viver diário. Eles sempre parecem estar no precipício do isolamento. Ao contrário da solidez do tipo terra, Vata apresenta uma natureza inconsistente e às vezes estranha. Muitas das inseguranças e preocupações inatas de Vata se destacam pela comparação com a aparência da resistência de Kapha e às atividades dramáticas de Pitta. Em comparação com os outros tipos, Vata parece ser a esquisitice se deslocando, mas as aparências apenas enganam..

Vata tem o grande potencial dentre os doshas de alcançar uma profunda vida espiritual. Este dosha é regido primariamente pelo corpo sutil e pela sua elevada existência etérea. O antílope preto, chamado Anahata, é o símbolo do chakra cardíaco e representa a inocência e a pureza do quarto chakra da pessoa. A lótus do quinto chakra, ou Vishuddha, é sustentada pelo translúcido elefante cinza chamado Gaja. Representando o mais antigo animal mamífero sobrevivente, ele carrega a história da terra, das eras e das plantas. Gaja representa o elemento espaço, o mais sutil deles; mesmo após o processo de manifestação – chamado grosseiramente de materialização – ele não passa por transformações (isto explica porque o éter – akash – é comparado à Brahman ou à Pura Consciência). Este chakra simboliza a obtenção do auto-conhecimento e a dissolução do ego em total consciência. Vishuddha representa assim a pureza do som cósmico.

Anahata e Gaja personificam a essência individual de Vata. O veado personifica o coração e a compassiva natureza reflexiva de uma pessoa expandida. Há uma inocência inata na consciência de uma personalidade Vata. Uma delicada, sensitiva e desperta natureza revela o gracioso componente Vata em qualquer um dos tipos. Uma pessoa evoluída a partir do quarto chakra tem um curto e negligente karma posto que esta energia regula o dharma. Há muitas dores emocionais e físicas relacionadas à esta semente inerente que contrapõe-se às ações certas e apropriadas. Quando Vata se desnorteia, as consequências são enormes e doloridas.

Cada chakra tem um mantra semente (ou bija) que é a memória do som que governa o poder manifestado de cada elemento. O som do Anahata é YAM, o m com som nasal. Este som contém a divindade a ser invocada durante a meditação em direção à este chakra. O som de Vishuddha é HAM, (o m nasal também).

Cada chakra tem uma deidade (força divina) que o preside. Do coração até o meio das sobrancelhas é a região do ar. O ar é hexagonal em sua forma e preto em sua cor. Conquistando a respiração ao longo da região do ar e segurando a sílaba “Ya” na mente, o tipo Vata deve meditar em Isvara, o omniciente, o Uno que possui faces de todos os lados e aquele que preside a deidade do Anahata chakra.

Anahata
Anahata

Do centro das sobrancelhas ao topo da cabeça é a região do espaço, sendo circular em sua forma e com a fumaça como cor. Crescendo a respiração ao longo da região do espaço e segurando a sílaba “Ha” na mente os tipos Vata devem meditar a partir de Sadashiva, o desintegrador do Universo e governante da deidade do chakra Vishuddha (garganta). Ele é puro cristal e se veste de uma crescente lua brilhante em sua cabeça. Possui cinco faces representando os panchakoshas (pancha = cinco, corpos) e os panchabhutas (cinco elementos). Ele possui três olhos representando as qualidades universais das gunas (aspectos da manifestação) de sattva, rajas e tamas (equilíbrio harmônico, necessária atividade e descanso; respectivamente). Ostenta dez mãos, simbolizando a autoridade absoluta e inicia todas as causas do universo. Sadashiva é adornado com jóias preciosas, evidenciando Seu grande esplendor, e as armas cósmicas com as quais ele destrói a ignorância. Os tipos Vata devem meditar Nele na forma de um bindu, uma lágrima, em forma cristal que inspira sabedoria e clareza.

Shakini, o poder (Shakti) de Sadashiva, tem uma pele cor-de-rosa e é adornada com um sári azul da cor do céu com um corpete verde esmeralda. Ela possui cinco cabeças como a omniciente Sadashiva, e se senta em uma lótus rosa. Suas quatro mãos seguram uma caveira, que simboliza a liberdade de espírito do mundo experimental da mente e do senso de percepção; o bastão de Gaja, o elefante símbolo do Vishuddha chakra que representa a subjugação da mente e o restabelecimento da humildade a partir do intelecto; as sagradas escrituras Védicas, que dissemina a sabedoria do Eu; e o mala (rosário), tido como a arte da meditação através da repetição de mantras.

Vata é elevado à altura desta deidade que o preside. Meditar acerca de Shakini Shakti permite à Vata acessar seu potencial natural das memórias e lembranças cognitivas, assim como seu instinto para o discernimento e sabedoria.

Pessoas Vata têm o presente luminoso de ser capaz de experienciar amor e sensualidade em um plano espiritual. Geralmente quando as pessoas Vata amadurecem, os prazeres físicos se esvaem, e um profundo amor cósmico que abraça toda a criação começa a florescer. Os tipos Vata devem permitir que sua natureza numinosa se revele no verdadeiro espírito sensual do universo. Este é o auge da mais completa e plena experiência sensitiva.

Os sábios deram elaborada explicações dos deuses e deusas, ou devatas. Isto foi feito para que possamos visualizar e invocar apropriadamente as energias necessárias para alcançar uma estado mental próprio e correto durante cada meditação.

As energias ascendentes de Anahata e Vishuddha representando o éter e o ar dão à Vata o alto potencial curativo e sacerdotal da espiritualidade. Anahata é o centro de energia de prana vata e Vishuddha é o centro de udana vata (subdoshas).

Vishuddha
Vishuddha

Pessoas do tipo Vata são as mais incompreendidas de todos os tipos. Eles normalmente contrastam com a robusta e dinâmica natureza de seus parceiros menos desenvolvidos e parecem se tornar limitados e deslocados. No mundo moderno nós funcionamos em um nível simplista de existência. Estamos profundamente arraigados em condutas julgadoras enquanto a necessária compreensão sobre a auto-reflexão e a consciência de nossos atos estão sendo reprimidas. Assim como antílope preto e o esfumacento elefante, a pessoa Vata é uma das mais antigas sobrevivente dos humanos, e de muitas maneiras ameaçada sobretudo por este mundo desorientado. O erro mais comum cometido por uma pessoa Vata é se arriscar a se fundir à rotina criada por Pitta e Kapha. Vata é análogo à mobilidade de si mesmo, o que varre a austeridade terrena onde Pitta e Kapha não os permitem ir.

Quando Vata se arrisca a se igualar ao nível dos tipos  água ou terra ou com as pessoas fogo, Vata irá inevitavelmente perder. As supostas normas devem ser evitadas pelo tipo Vata. Enquanto precisam se aterrar de tempos em tempos para satisfazer diariamente a família e obrigações profissionais, o seu princípio de base difere daqueles de natureza Pitta e Kapha. É primordial que Vata responda à esta inerente imobilidade com períodos de descanso de tempos em tempos.

Afortunadamente Vata sempre estará à frente do jogo da existência sem efetivamente forjar à frente. É inato na natureza de Vata ser compelido ao puro som cósmico de sua própria natureza. Anahata, o antílope, morre pelo puro som. Gaja, o elefante, é a energia do som representada pelo espaço. O mais vital isolamento para a estrutura austera de Vata é o som harmônico. É essencial para Vata se retirar à um espaço de profundo, puro e natural som após um dia chocante e dissonate de cacofonias. O mais curativo sádhana para este tipo são as saudáveis e contemplativas atividades que ressoam profundamente com a fina natureza vibratória de Vata. O chakra cardíaco, que é a ligação principal de Vata com o universo, é banhada e nutrida por um fino som. É muito difícil para eles viverem perto de um riacho, com o gorgear dos pássaros numa floresta sussurrando ou num ambiente com uma boa música; pois são mais capazes de se retratarem e se retirar em um lugar minúsculo de sons naturais próprios e silenciosos, se abster de seus sentidos, escutar o ronronare o dedilhar dos sons internos.

Como o vento, Vata pode estar confortável em qualquer lugar, exceto nos modos designados por Kapha e Pitta. Vata é como a força do vento varrendo o deserto à noite. A facilidade e destreza do vento com o vasto e atemporal espaço sem tempo é a canção de ninar natural de Vata.

Também é guiado por um elevado senso de tato, pois o ar governa este órgão na pele. Assim como os sons naturais lubrificam suas mentes áridas, o gentil toque macio dos tecidos naturais das roupas é essencial ao bem-estar físico deste dosha. É difícil para estes tipos investirem tempo em nutrirem o corpo. Ficar em banheiras quentes ou se submeter à massagens com óleos são os pensamentos mais distantes que passam pela mente de Vata por medo de que estas atividades roubem o tempo que eles precisam para se preocuparem, serem medrosos e estarem aborrecendo os outros com seus problemas. Entretanto, é imprescindível que os tipos Vata separem algum tempo diário para estas atividades nutritivas.

Estes divinos antílopes tendem a evitar serem abraçados, o que é muito necessário para se acalmarem de suas exageradas excentricidades e manter ameno o fogo de sua existência espiritual. Acarreta grande humildade para Vata aceitarem que precisam de um relacionamento do tipo melindroso de Kapha pastando na distância ou com o furioso e inflamável tipo Pitta.

Quando Vata reconhece sua verdadeira lei neste mundo multi facetado da existência, se torna fácil iniciarem um entrelaçamento emocional e físico com seus parceiros dinâmicos e potenciais. Para Vata a ponte para a auto-aceitação é mais longa e difícil de ser atravessada. Retomando seu potencial do Eu, fica mais fácil convidar seu Eu para evoluir. Quando a personalidade antílope decide fazer isso, o triste se torna engraçado e o engraçado se torna sublime. Não é que o mundo não aceite Vata. É somente que Vata não reconhece sua verdadeira habilidade e não concilia sua desajeitada aparência com sua sublime natureza.

Sexualidade –

Vata é regido primariamente por Vênus e Júpiter. O princípio feminino lunar de Vênus influencia o amor à arte, cultura e relações sociais. Vata tem uma sensualidade inata e aprecia as armas da beleza mais que qualquer outro tipo. Com Vata, relações íntimas são processadas e desenvolvidas em um longo cordão. Vata precisa ser cuidadoso para não estender demais esta corda, este processo indefinido ou permitir que se torne uma tarefa árdua e monótona. Há um tempo para se permitir deixar a corda correr livremente, e um tempo em que é necessário que se estabeleça compromisso.

Namoros puros e românticos são mais o estilo de Vata do que a moderna visão da sexualidade moderna. Valores tradicionais são importantes a este dosha, mesmo que eles não reconheçam de imediato este fato. O sexo em si não é importante e aqueles que são imprudentes o suficiente para desafiar este fato, normalmente acabam chegando a um estado devastador de impotência. Sensualidade serve mais para desencadear sua mente do que o seu reflexo natural do corpo. O Vata, homem ou mulher, que aparenta ser frígido pelas normas gerais é uma criatura de fantasias poéticas que floreia um deus ou deusa quando o parceiro certo chega. Para Vata é o processo do amor que é o amor e não os resultados do amor em uma relação sexual.

Os tipos Vata têm um senso inerente de dharma e é geralmente muito fiel e honrável a um relacionamento uma vez que o compromisso é feito. Vata pode se estender a longos períodos sem sexo, mas também pode ser um parceiro sexual bem completo e desempenhado.

É indispensável aos tipos Vata escolher os parceiros certos na vida. Os melhores parceiros são geralmente Kapha-Pitta, PItta-Kapha ou Kapha-Vata maduros que já dominaram seus crocodilos e tigres da paixão excessiva e da sexualidade.

Carreira –

Júpiter é conhecido como o planeta do guru – aquele professor que transmite a mais alta sabedoria do Eu, de Deus e do Universo. Um verdadeiro guru pode levar da ignorância à imortalidade. A austeridade de Vata é naturalmente ajustada a aspirar este raro chamado. Vata dão os melhores conselhos para os apuros humanos por eles trabalharem a compaixão com objetividade. Eles são professores naturais de educação esotérica, campeões do dharma social e usualmente são os melhores em fazer cumprirem as leis. Psicologicamente eles tendem a ser os mais maduros dos três tipos, e estão harmonizados ao papel natural de paternidade do universo.

Geralmente é muito difícil aos Vatas ser uma pessoa íntima na família, visto que sua visão e acuidade estão focadas geralmente e imparcialmente no bem de todos e sua função da família tende a ser mais ofuscada. O seu indiscriminado senso natural de justiça é muitas vezes ressentido pelos membros próximos da família e amigos, pois têm um conflito direto em conceder parcialidade no interior familiar. Possuem a habilidade natural para se tornarem um renunciante e viver uma vida monástica com grande felicidade.

Os tipos Vata que trabalharam e desenvolvem seus medos e vícios se tornam os melhores guias. Eles naturalmente convidam a aliviar as misérias dos outros. Os tipos Vata são professores naturais, filósofos, palestrantes, músicos, juízes, embaixadores internacionais, ministros, religiosos, monges, bancários, organizadores filantrópicos, líderes de união, conselheiros de pessoas com deficiência, abusadas, agredidas e adictas. Mesmo que os tipos Vata eles próprios não se tornem líderes dinâmicos na arena material, nenhuma liderança tem sucesso sem seu apoio. Eles são inigualáveis para providenciar o suporte certo por detrás das cenas. São literalmente o coração e a coragem de uma organização.

sutileza Vata
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Atividades diárias e estação –

Outono é a estação de Vata e é nele que suas grandes dificuldades surgem. É essencial que se prepare para uma tranquila e nutrida estação a cada ano. As horas do dia em que Vata é mais ativo é entre as 2 e 6h. Nas horas da manhã, ele está descansado e perde o sono, para isso precisa manter uma prática de pranayamas e relaxamento antes de dormir. É sensato ao Vata ir dormir cedo para garantir um sono relaxante antes que as horas perturbadas da manhã comecem. Se possível, este tipo deve tirar uma soneca pela tarde, entre às 14 e 16h pois neste período a energia se torna escassa e se dispersa. Se dormir não for possível, Vata deve manter uma leve agenda durante as horas da tarde e minimizar as atividades intensas.  Através das influências de Anahata e Vishuddha chakras, os tipo Vata dormem em média de 4 a 6 horas por noite, principalmente do lado esquerdo.

Se beneficiam com três refeições completas diariamente, começando com um café cedo às 7h, almoço às 12h, um lanche às 16h e um jantar às 18h. O horário ideal de Vata ir se deitar é por volta das 22h.

O sádhana mais importante para Vata é manter uma rotina consistente e regular, uma que permita algumas horas para reflexão, sonecas e nutrição da mente e do corpo. Vata não precisa de exercícios físicos intensos. Exercícios devem ser temperados com generosas doses de Yoga, asanas, do-in, t’ai chi, caminhadas suaves, quigong, nados despreocupados, mergulhos quentes em jacuzzis, corridas ocasionais e exercícios prazerosos.

Aparência –

Costumam se atrairpor estilos de roupa austeros e adaptados quando precisam do toque macio para confortar, com roupas que fluam levemente. Com seu corpo esguio, formas de antílopes ágeis, este tipo podem escolher se adornar com um amplo espectro de roupas e jóias. Vata precisa de roupas para isolamento e também para sua confiança. Não há ninguém mais elegante que uma pessoa Vata vestida com uma simples e requintada roupa e adornada com as jóias apropriadas. Isto providencia o propício complemento para o look seco, esguio e ávido de Vata. A maioria das modelos de moda exemplificam este estilo (embora nem todas tenham uma constituição Vata..). Se permitem aos babados e fantasias das roupas, mesmo que eles sejam os últimos a visualizarem eles mesmo com tanta frivolidade.

Enquanto todos os tipos têm simples e elegantes roupas feitas de fibras naturais e comuns; as cores, estilo e tipos de fibras e jóias mudam de acordo com o tipo de cada um. Com uma natureza rica em estética, Vata é o grande do mundo da moda. As gemas curativas e metais para este tipo são a ametista, safira, granada amarela, pedra da lua branca, opala amarela e vermelha, e metais como prata e ouro.

As quentes e calmantes cores dos tons vermelhos, laranjas, verdes e todas estas combinações inspiram confiança e a segurança que Vata precisa projetar.

Identificou alguém?

Fonte: Ayurveda, a life of balance. Tiwari, Maya.

descubra os óculos

Sendo este um blog sobre saúde por excelência e por excelência entende-se e precisa-se de artigos relacionados à mente, corpo e alma, aqui vai um texto sobre meditação, Vedanta e Ramana Maharṣi.

Para entender a meditação, primeiro há que se querer conhecer seu objetivo, há que se viver sua prática. O cerne da psicologia comportamental afirma que estamos condicionados, e sim, realmente estamos. Quase na maior parte de nossas vidas somos programados, re-programados e agimos e re-agimos às situações como autômatos. Muitas vezes sem aprender, sem desenvolver a consciência que nos é tão característica humanamente. Re-agir não é legal, automatismos só se for pra atividades corriqueiras como tomar banho!…Mas as mentes dos meios de comunicação, a mídia massante e cruel, sabe disso e diz exatamente como devemos proceder, o que usar e o que ser para quem agradar. Mas não precisa Ser assim… A antiga sabedoria sânscrita nos permite voar.


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O Vedanta, conhecimento contido no final dos Vedas, nas Upanishads, nos dá um vislumbre de nosso potencial ilimitado do Ser, algo que nunca imaginaríamos naturalmente. Primeiro, toda ação – karma – tem um resultado e esta ação é limitada pelo tempo e espaço, e portanto, seu resultado também o é. Nós podemos ter a ilusão de que controlamos nossos resultados das ações, mas não. Nós tendemos a achar que não iremos mais cair nesta rede, e com esse pensamento, caímos no fator de ilusão da ação. Para tanto se inicia um estudo de quem se é, do que se faz, porque e como se faz. E para quê?

Então como nos livramos desta limitação, a que estamos presos, a que o sistema nos acorrenta e que a mente nos ilude? Não faz nada. O Ser não deve ser produzido, ele deve ser REVELADO, aí está o grande pulo. Isto é Moksha – a liberação, onde não é no fazer da ação em que ela acontece, pois esta é limitada, é em seu conhecimento, porque só se pode ser educado para ser livre. .

Então, para se alcançar a liberação, o Ser livre de limitação, livre de desejos e aversões, tem que haver um ser já existente já LIVRE de limitação. Não é uma questão de fazer a ação e sim de conhecê-lo.  De se preparar a mente para a aquisição do conhecimento. Então qual a função da ação, não se faz nada? Diretamente ela não produz liberação, mas secundariamente capacita para o conhecimento, prepara a mente. E ela só pode ser preparada com a disciplina para a  contemplação, a apreciação, a meditação!


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O importante é ter uma atitude de atenção ao ponto cego da mente que condiciona e não entrar em seus jogos. Nossa mente é soMente um instrumento. O pensamento sou eu, mas eu não sou o pensamento, lembre-se disso, com a consciência.  “Busque a base de seu pensamento. É de lá que vem seu Eu. Este é o Eterno”, disse Ramana após dez anos calado, vendo a aflição de um discípulo. Os nossos apegos, os queros e não-queros, são nossos pontos cegos da mente, que não vê nada, é onde não há deliberação, e o melhor aí é escolher uma atitude dhármica – o que deve ser verdadeiramente feito. Este é sempre um bom caminho.

Master Ramana Maharsi.

Portanto a questão é SE revelar, o tema é um só – você já é o que está buscando. Assim como uma pessoa está à procura dos óculos e esqueceu-os na cabeça, e os procura por toda a parte, ignorando o que está logo acima, metáfora clássica do Vedanta Advaita. Já que você procura a vida toda algo que já está em ti mesmo, algo que já é, se joga onde já caiu.

Assim nosso ego – ahamkara – o eu fazedor, deve mudar seu foco para eu contribuinte e apreciador. É quando ele sai de cena e entra Iśwara, o Deus que se manifesta e pode ser apreciado, conhecido, contemplado. Quanto mais apreciamos Iswara, mais ahamkara sai de cena e entra como autor secundário. Mais se nos revela a beleza e ordem do mundo e assim você realiza a ação, mas qualquer que seja o resultado, ele é entregue à esta ordem cósmica. E é Ele que governa todo o universo, Ele é a razão por que simplesmente tudo acontece. Ele é este algo maior, e você pode chamá-Lo como quiser. Pai, Deus, Senhor, Alá, Jeová, Bro…e eu nesta ação aprecio, não controlo, só contribuo.

Com este sentimento de que o aham é secundário e o ator principal é outro, há uma sequência e naquele momento você está com o Todo. De maneira bem simples você pode fazer um altar e colocar velas, incensos, pedras, plantas e símbolos para este Todo. Isto basta para você. É só uma tentativa cósmica de estabelecer um contato íntimo com este Ser que não se conhecia antes, e se permitir dizer, entoar e querer conhecer sua verdadeira natureza. Que é a minha, que é a sua também.

Como uma onda desesperada chegando à beira da praia que pensa que será destruída, ela se integra novamente ao oceano todo e faz parte de algo muito maior que ela mesma nunca imaginou. Assim somos nós, cada alma, cada Jihva, que pertence à Brahma, o amor maior, a paz total, o estado de Sat-citt-ānanda, veracidade, consciência e bem-aventurança.

Om Tat Sat ॐ

Fonte: Glória Arieira e Upadeśaśaram de Ramana Maharṣi.

das coisas que podemos amassar..

A palavra depressão pode também ser entendida assim: de-pressão: sem pressão. O fato de muitas pessoas não receberem carinho ou o toque a estão adoecendo, elas não mais compartilham sensações, emoções e acabam ficando deprimidas.

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A massagem traz de volta o contato com outra alma, que inspira e se faz confiante. Assim, podemos relaxar…e receber.

Dentre os tão citados benefícios temos a ajuda na longevidade e redução de peso, eliminação de toxinas, aumento da vitalidade, des-contração de emoções reprimidas, reabilitação de traumas, doenças neurológicas, neuroses mentais..e por aí vai. Imagem

Agende um atendimento comigo. (;

Pollyana – 11.9. 6163. 8910

Namastê!

sede de prāṇā.

Respirar es vivir, dizem. Sabe-se que é o grande vínculo que nos une à vida e …depois, à morte.

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Os prāṇāyāmas são poderosos exercícios yogicos capazes de expandir a energia vital, o prāṇā, e atua em nossa fisiologia e respiração. Nós somos feitos de ar, energia e consciência. Ao dizer ar vital não me refiro somente ao ar material (sthūla vāyu) e sim ao ar sutil (sūkshma vāyu). Retiramos nossa energia vital dos alimentos, da água e ..do ar. A quantidade dele que circula em nosso sistema determina a vitalidade do corpo. O prāṇā nos acaricia por dentro, trazendo estados de paz.

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Para dominar a respiração devemos dar um ritmo diferente daquele estado de vigília, tornando-a mais lenta e profunda, completa, controlada, ritmada, silenciosa e nasal.. a mente está intrinsecamente relacionada à respiração e, ao controlar uma, controla-se a outra. Os estados de consciência e nossos ritmos estão conectados. Aumentado o tempo de cada respiração, aumentamos também nosso tempo real de vida.

A vitalidade e a capacidade pulmonar são amplamente maiores. O peso e a digestão são regulados e alcança-se o domínio da musculatura involuntária. Autoconhecimento, percepção clara da consciência e atuação sobre o corpo emocional são efeitos obtidos.

A respiração completa é feita utilizando 3 fases: abdominal, intercostal e clavicular. Os pulmões se enchem primeiro pela parte baixa, média e depois alta e ao esvaziar, o caminho é  inverso. Isto é básico!

Com isto, agora uma respiração bem simples e não menos essencial, a polarizada, alternada ou nādī śodhana prāṇāyāma. Inicia-se sentado, em posição confortável pra você, com a mão esquerda em jñāna mudrā (ver foto) e mão esquerda em Viṣṇu mudrā (foto). Concentre-se em sua respiração e mentalmente entoe o mantra Oṁ. Comece fechando a narina direita e inalando e exalando somente pela narina esquerda. 10 ciclos. Esta é a chandra (lua) nādī prāṇāyāma. Expire e faça uma retenção com os pulmões vazios. E comece com o outro lado. Igual. Isto é sūrya (sol) nādī prāṇāyāma. Novamente, retenção com pulmões vazios. Agora comece inalando pela esquerda e exalando pela direita; inale pela direita e exale pela esquerda, fechando as narinas com o polegar ou dedo mínimo. Este é um ciclo. Faça dez. Revigora o sistema nervoso central, o intelecto, purifica o corpo sutil e dá muita energia. Simples né! Faça diariamente, aonde estiver, com o espírito de luz em paz.. ॐ

alternando.
Prabhupada mostrando o jñāna mudrā.
viṣṇu mudrā.

“…prāṇāyāma .. remove as impurezas e permite que brilhe a luz do conhecimento” Vyāsa, grande comentarista dos Sūtras de Patañjali.

Fonte: Pedro Kupfer.