Tipos psicológicos na visão do Ayurveda – a Personalidade Vata

Cada um dos doshas (‘humores’) está relacionado a determinados chakras (vórtices de energia) que traz uma  conexão fundamental com o mundo que nos é sentido. Os cinco elementos que constituem os doshas invadem os 7 chakras, assim os primeiros cinco chakras estão relacionados aos cinco elementos – éter, ar, fogo, água e terra.

A terra (muladhara) e água (svadhisthana) – são os planos físicos da existência;

fogo (manipura) – é o plano mental e celestial;

ar (anahata) – é o plano da harmonia última e

espaço (vishuddha) com todos os outros elementos dissolvidos – é o plano do imanifesto.

Embora o ar ocupe fisiologicamente mais as partes baixas do corpo, psicoespiritualmente é regido pela região do coração, o anahata chakra e também influenciado pela região da garganta, vishuddha chakra. Já Kapha existe na parte alta do organismo, porém psicológica e espiritualmente é dominado pela região genital e base da espinha. O Pitta tem seu eixo no centro do corpo e fisiologicamente age com importância no intestino delgado e estômago, mas sua manifestação psicológica acontece no plexo solar e área umbilical. Pitta atua estrategicamente no centro do corpo, equilibrando as energias de Vata e Kapha.

Os tipos psicológicos na visão do Ayurveda podem ajudar a ter uma melhor compreensão de sua natureza e se harmonizar consigo mesmo, assim como entender as diferentes personalidades de quem o cerca.

A personalidade Vata

Swift as a deer, cold as ice. The coldness of the harsh winds against the variagated sands of the desert nights…

“Rápido como uma gazela, frio como o gelo; a frieza áspera do vento em contraste às variadas nuances das areias noturnas do deserto” – assim é a natureza de Vata, a força móvel do Universo – ar e éter, que permeia o universo sutil.

É o caráter de sobreposição sobre as noções materiais do viver diário. Eles sempre parecem estar no precipício do isolamento. Ao contrário da solidez do tipo terra, Vata apresenta uma natureza inconsistente e às vezes estranha. Muitas das inseguranças e preocupações inatas de Vata se destacam pela comparação com a aparência da resistência de Kapha e às atividades dramáticas de Pitta. Em comparação com os outros tipos, Vata parece ser a esquisitice se deslocando, mas as aparências apenas enganam..

Vata tem o grande potencial dentre os doshas de alcançar uma profunda vida espiritual. Este dosha é regido primariamente pelo corpo sutil e pela sua elevada existência etérea. O antílope preto, chamado Anahata, é o símbolo do chakra cardíaco e representa a inocência e a pureza do quarto chakra da pessoa. A lótus do quinto chakra, ou Vishuddha, é sustentada pelo translúcido elefante cinza chamado Gaja. Representando o mais antigo animal mamífero sobrevivente, ele carrega a história da terra, das eras e das plantas. Gaja representa o elemento espaço, o mais sutil deles; mesmo após o processo de manifestação – chamado grosseiramente de materialização – ele não passa por transformações (isto explica porque o éter – akash – é comparado à Brahman ou à Pura Consciência). Este chakra simboliza a obtenção do auto-conhecimento e a dissolução do ego em total consciência. Vishuddha representa assim a pureza do som cósmico.

Anahata e Gaja personificam a essência individual de Vata. O veado personifica o coração e a compassiva natureza reflexiva de uma pessoa expandida. Há uma inocência inata na consciência de uma personalidade Vata. Uma delicada, sensitiva e desperta natureza revela o gracioso componente Vata em qualquer um dos tipos. Uma pessoa evoluída a partir do quarto chakra tem um curto e negligente karma posto que esta energia regula o dharma. Há muitas dores emocionais e físicas relacionadas à esta semente inerente que contrapõe-se às ações certas e apropriadas. Quando Vata se desnorteia, as consequências são enormes e doloridas.

Cada chakra tem um mantra semente (ou bija) que é a memória do som que governa o poder manifestado de cada elemento. O som do Anahata é YAM, o m com som nasal. Este som contém a divindade a ser invocada durante a meditação em direção à este chakra. O som de Vishuddha é HAM, (o m nasal também).

Cada chakra tem uma deidade (força divina) que o preside. Do coração até o meio das sobrancelhas é a região do ar. O ar é hexagonal em sua forma e preto em sua cor. Conquistando a respiração ao longo da região do ar e segurando a sílaba “Ya” na mente, o tipo Vata deve meditar em Isvara, o omniciente, o Uno que possui faces de todos os lados e aquele que preside a deidade do Anahata chakra.

Anahata
Anahata

Do centro das sobrancelhas ao topo da cabeça é a região do espaço, sendo circular em sua forma e com a fumaça como cor. Crescendo a respiração ao longo da região do espaço e segurando a sílaba “Ha” na mente os tipos Vata devem meditar a partir de Sadashiva, o desintegrador do Universo e governante da deidade do chakra Vishuddha (garganta). Ele é puro cristal e se veste de uma crescente lua brilhante em sua cabeça. Possui cinco faces representando os panchakoshas (pancha = cinco, corpos) e os panchabhutas (cinco elementos). Ele possui três olhos representando as qualidades universais das gunas (aspectos da manifestação) de sattva, rajas e tamas (equilíbrio harmônico, necessária atividade e descanso; respectivamente). Ostenta dez mãos, simbolizando a autoridade absoluta e inicia todas as causas do universo. Sadashiva é adornado com jóias preciosas, evidenciando Seu grande esplendor, e as armas cósmicas com as quais ele destrói a ignorância. Os tipos Vata devem meditar Nele na forma de um bindu, uma lágrima, em forma cristal que inspira sabedoria e clareza.

Shakini, o poder (Shakti) de Sadashiva, tem uma pele cor-de-rosa e é adornada com um sári azul da cor do céu com um corpete verde esmeralda. Ela possui cinco cabeças como a omniciente Sadashiva, e se senta em uma lótus rosa. Suas quatro mãos seguram uma caveira, que simboliza a liberdade de espírito do mundo experimental da mente e do senso de percepção; o bastão de Gaja, o elefante símbolo do Vishuddha chakra que representa a subjugação da mente e o restabelecimento da humildade a partir do intelecto; as sagradas escrituras Védicas, que dissemina a sabedoria do Eu; e o mala (rosário), tido como a arte da meditação através da repetição de mantras.

Vata é elevado à altura desta deidade que o preside. Meditar acerca de Shakini Shakti permite à Vata acessar seu potencial natural das memórias e lembranças cognitivas, assim como seu instinto para o discernimento e sabedoria.

Pessoas Vata têm o presente luminoso de ser capaz de experienciar amor e sensualidade em um plano espiritual. Geralmente quando as pessoas Vata amadurecem, os prazeres físicos se esvaem, e um profundo amor cósmico que abraça toda a criação começa a florescer. Os tipos Vata devem permitir que sua natureza numinosa se revele no verdadeiro espírito sensual do universo. Este é o auge da mais completa e plena experiência sensitiva.

Os sábios deram elaborada explicações dos deuses e deusas, ou devatas. Isto foi feito para que possamos visualizar e invocar apropriadamente as energias necessárias para alcançar uma estado mental próprio e correto durante cada meditação.

As energias ascendentes de Anahata e Vishuddha representando o éter e o ar dão à Vata o alto potencial curativo e sacerdotal da espiritualidade. Anahata é o centro de energia de prana vata e Vishuddha é o centro de udana vata (subdoshas).

Vishuddha
Vishuddha

Pessoas do tipo Vata são as mais incompreendidas de todos os tipos. Eles normalmente contrastam com a robusta e dinâmica natureza de seus parceiros menos desenvolvidos e parecem se tornar limitados e deslocados. No mundo moderno nós funcionamos em um nível simplista de existência. Estamos profundamente arraigados em condutas julgadoras enquanto a necessária compreensão sobre a auto-reflexão e a consciência de nossos atos estão sendo reprimidas. Assim como antílope preto e o esfumacento elefante, a pessoa Vata é uma das mais antigas sobrevivente dos humanos, e de muitas maneiras ameaçada sobretudo por este mundo desorientado. O erro mais comum cometido por uma pessoa Vata é se arriscar a se fundir à rotina criada por Pitta e Kapha. Vata é análogo à mobilidade de si mesmo, o que varre a austeridade terrena onde Pitta e Kapha não os permitem ir.

Quando Vata se arrisca a se igualar ao nível dos tipos  água ou terra ou com as pessoas fogo, Vata irá inevitavelmente perder. As supostas normas devem ser evitadas pelo tipo Vata. Enquanto precisam se aterrar de tempos em tempos para satisfazer diariamente a família e obrigações profissionais, o seu princípio de base difere daqueles de natureza Pitta e Kapha. É primordial que Vata responda à esta inerente imobilidade com períodos de descanso de tempos em tempos.

Afortunadamente Vata sempre estará à frente do jogo da existência sem efetivamente forjar à frente. É inato na natureza de Vata ser compelido ao puro som cósmico de sua própria natureza. Anahata, o antílope, morre pelo puro som. Gaja, o elefante, é a energia do som representada pelo espaço. O mais vital isolamento para a estrutura austera de Vata é o som harmônico. É essencial para Vata se retirar à um espaço de profundo, puro e natural som após um dia chocante e dissonate de cacofonias. O mais curativo sádhana para este tipo são as saudáveis e contemplativas atividades que ressoam profundamente com a fina natureza vibratória de Vata. O chakra cardíaco, que é a ligação principal de Vata com o universo, é banhada e nutrida por um fino som. É muito difícil para eles viverem perto de um riacho, com o gorgear dos pássaros numa floresta sussurrando ou num ambiente com uma boa música; pois são mais capazes de se retratarem e se retirar em um lugar minúsculo de sons naturais próprios e silenciosos, se abster de seus sentidos, escutar o ronronare o dedilhar dos sons internos.

Como o vento, Vata pode estar confortável em qualquer lugar, exceto nos modos designados por Kapha e Pitta. Vata é como a força do vento varrendo o deserto à noite. A facilidade e destreza do vento com o vasto e atemporal espaço sem tempo é a canção de ninar natural de Vata.

Também é guiado por um elevado senso de tato, pois o ar governa este órgão na pele. Assim como os sons naturais lubrificam suas mentes áridas, o gentil toque macio dos tecidos naturais das roupas é essencial ao bem-estar físico deste dosha. É difícil para estes tipos investirem tempo em nutrirem o corpo. Ficar em banheiras quentes ou se submeter à massagens com óleos são os pensamentos mais distantes que passam pela mente de Vata por medo de que estas atividades roubem o tempo que eles precisam para se preocuparem, serem medrosos e estarem aborrecendo os outros com seus problemas. Entretanto, é imprescindível que os tipos Vata separem algum tempo diário para estas atividades nutritivas.

Estes divinos antílopes tendem a evitar serem abraçados, o que é muito necessário para se acalmarem de suas exageradas excentricidades e manter ameno o fogo de sua existência espiritual. Acarreta grande humildade para Vata aceitarem que precisam de um relacionamento do tipo melindroso de Kapha pastando na distância ou com o furioso e inflamável tipo Pitta.

Quando Vata reconhece sua verdadeira lei neste mundo multi facetado da existência, se torna fácil iniciarem um entrelaçamento emocional e físico com seus parceiros dinâmicos e potenciais. Para Vata a ponte para a auto-aceitação é mais longa e difícil de ser atravessada. Retomando seu potencial do Eu, fica mais fácil convidar seu Eu para evoluir. Quando a personalidade antílope decide fazer isso, o triste se torna engraçado e o engraçado se torna sublime. Não é que o mundo não aceite Vata. É somente que Vata não reconhece sua verdadeira habilidade e não concilia sua desajeitada aparência com sua sublime natureza.

Sexualidade –

Vata é regido primariamente por Vênus e Júpiter. O princípio feminino lunar de Vênus influencia o amor à arte, cultura e relações sociais. Vata tem uma sensualidade inata e aprecia as armas da beleza mais que qualquer outro tipo. Com Vata, relações íntimas são processadas e desenvolvidas em um longo cordão. Vata precisa ser cuidadoso para não estender demais esta corda, este processo indefinido ou permitir que se torne uma tarefa árdua e monótona. Há um tempo para se permitir deixar a corda correr livremente, e um tempo em que é necessário que se estabeleça compromisso.

Namoros puros e românticos são mais o estilo de Vata do que a moderna visão da sexualidade moderna. Valores tradicionais são importantes a este dosha, mesmo que eles não reconheçam de imediato este fato. O sexo em si não é importante e aqueles que são imprudentes o suficiente para desafiar este fato, normalmente acabam chegando a um estado devastador de impotência. Sensualidade serve mais para desencadear sua mente do que o seu reflexo natural do corpo. O Vata, homem ou mulher, que aparenta ser frígido pelas normas gerais é uma criatura de fantasias poéticas que floreia um deus ou deusa quando o parceiro certo chega. Para Vata é o processo do amor que é o amor e não os resultados do amor em uma relação sexual.

Os tipos Vata têm um senso inerente de dharma e é geralmente muito fiel e honrável a um relacionamento uma vez que o compromisso é feito. Vata pode se estender a longos períodos sem sexo, mas também pode ser um parceiro sexual bem completo e desempenhado.

É indispensável aos tipos Vata escolher os parceiros certos na vida. Os melhores parceiros são geralmente Kapha-Pitta, PItta-Kapha ou Kapha-Vata maduros que já dominaram seus crocodilos e tigres da paixão excessiva e da sexualidade.

Carreira –

Júpiter é conhecido como o planeta do guru – aquele professor que transmite a mais alta sabedoria do Eu, de Deus e do Universo. Um verdadeiro guru pode levar da ignorância à imortalidade. A austeridade de Vata é naturalmente ajustada a aspirar este raro chamado. Vata dão os melhores conselhos para os apuros humanos por eles trabalharem a compaixão com objetividade. Eles são professores naturais de educação esotérica, campeões do dharma social e usualmente são os melhores em fazer cumprirem as leis. Psicologicamente eles tendem a ser os mais maduros dos três tipos, e estão harmonizados ao papel natural de paternidade do universo.

Geralmente é muito difícil aos Vatas ser uma pessoa íntima na família, visto que sua visão e acuidade estão focadas geralmente e imparcialmente no bem de todos e sua função da família tende a ser mais ofuscada. O seu indiscriminado senso natural de justiça é muitas vezes ressentido pelos membros próximos da família e amigos, pois têm um conflito direto em conceder parcialidade no interior familiar. Possuem a habilidade natural para se tornarem um renunciante e viver uma vida monástica com grande felicidade.

Os tipos Vata que trabalharam e desenvolvem seus medos e vícios se tornam os melhores guias. Eles naturalmente convidam a aliviar as misérias dos outros. Os tipos Vata são professores naturais, filósofos, palestrantes, músicos, juízes, embaixadores internacionais, ministros, religiosos, monges, bancários, organizadores filantrópicos, líderes de união, conselheiros de pessoas com deficiência, abusadas, agredidas e adictas. Mesmo que os tipos Vata eles próprios não se tornem líderes dinâmicos na arena material, nenhuma liderança tem sucesso sem seu apoio. Eles são inigualáveis para providenciar o suporte certo por detrás das cenas. São literalmente o coração e a coragem de uma organização.

sutileza Vata
sutileza Vata

Atividades diárias e estação –

Outono é a estação de Vata e é nele que suas grandes dificuldades surgem. É essencial que se prepare para uma tranquila e nutrida estação a cada ano. As horas do dia em que Vata é mais ativo é entre as 2 e 6h. Nas horas da manhã, ele está descansado e perde o sono, para isso precisa manter uma prática de pranayamas e relaxamento antes de dormir. É sensato ao Vata ir dormir cedo para garantir um sono relaxante antes que as horas perturbadas da manhã comecem. Se possível, este tipo deve tirar uma soneca pela tarde, entre às 14 e 16h pois neste período a energia se torna escassa e se dispersa. Se dormir não for possível, Vata deve manter uma leve agenda durante as horas da tarde e minimizar as atividades intensas.  Através das influências de Anahata e Vishuddha chakras, os tipo Vata dormem em média de 4 a 6 horas por noite, principalmente do lado esquerdo.

Se beneficiam com três refeições completas diariamente, começando com um café cedo às 7h, almoço às 12h, um lanche às 16h e um jantar às 18h. O horário ideal de Vata ir se deitar é por volta das 22h.

O sádhana mais importante para Vata é manter uma rotina consistente e regular, uma que permita algumas horas para reflexão, sonecas e nutrição da mente e do corpo. Vata não precisa de exercícios físicos intensos. Exercícios devem ser temperados com generosas doses de Yoga, asanas, do-in, t’ai chi, caminhadas suaves, quigong, nados despreocupados, mergulhos quentes em jacuzzis, corridas ocasionais e exercícios prazerosos.

Aparência –

Costumam se atrairpor estilos de roupa austeros e adaptados quando precisam do toque macio para confortar, com roupas que fluam levemente. Com seu corpo esguio, formas de antílopes ágeis, este tipo podem escolher se adornar com um amplo espectro de roupas e jóias. Vata precisa de roupas para isolamento e também para sua confiança. Não há ninguém mais elegante que uma pessoa Vata vestida com uma simples e requintada roupa e adornada com as jóias apropriadas. Isto providencia o propício complemento para o look seco, esguio e ávido de Vata. A maioria das modelos de moda exemplificam este estilo (embora nem todas tenham uma constituição Vata..). Se permitem aos babados e fantasias das roupas, mesmo que eles sejam os últimos a visualizarem eles mesmo com tanta frivolidade.

Enquanto todos os tipos têm simples e elegantes roupas feitas de fibras naturais e comuns; as cores, estilo e tipos de fibras e jóias mudam de acordo com o tipo de cada um. Com uma natureza rica em estética, Vata é o grande do mundo da moda. As gemas curativas e metais para este tipo são a ametista, safira, granada amarela, pedra da lua branca, opala amarela e vermelha, e metais como prata e ouro.

As quentes e calmantes cores dos tons vermelhos, laranjas, verdes e todas estas combinações inspiram confiança e a segurança que Vata precisa projetar.

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Fonte: Ayurveda, a life of balance. Tiwari, Maya.

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